OESP, Metrópole, p. A21
11 de Jun de 2014
Tamar quebra recorde
Giovana Girardi
O número de tartarugas nascidas no projeto Tamar alcançou um recorde neste ano. Na temporada que começou em setembro passado e terminou em maio deste ano, nasceram mais de 2 milhões de filhotes nas praias brasileiras.
É a maior quantidade alcançada na história do projeto, que teve início em 1980 com o objetivo de proteger as cinco espécies de tartarugas marinhas que vivem no País.
Depois de um período de 20 anos de esforços para melhoramento das técnicas e ampliação da área de atuação, o processo de reprodução deslanchou e, nos últimos anos, teve um crescimento exponencial.
Neste ano, nasceram 250 mil filhotes a mais do que na temporada anterior e 800 mil a mais do que na retrasada. Um em cada mil consegue vingar.
A tartaruga mais bem sucedida foi a oliva (Lepidochelys olivacea), característica do Sergipe, comum aumento de quase 12.000% no número de filhotes desde os anos 1980.
Segundo Guy Marcovaldi, coordenador-geral do Tamar, o bom resultado se deve a um empenho excepcional da equipe do Sergipe, ao fato de que a espécie atinge a maturidade mais cedo e às areias do Estado serem mais férteis para a incubação dos ovos.
A espécie que menos se expandiu é a tartaruga-de-couro, ou gigante (Dermochelys coriacea), típica do Espírito Santo. Considerada criticamente ameaçada na lista de espécies do Brasil, ela é a maior do País, e pode chegar a 800 quilos. A oliva chega a, no máximo, 60 kg.
"Apesar de a recuperação das tartarugas estar numa escala muito boa, em apenas 34 anos de atuação não dá para desfazer todo o malfeito de cinco séculos", afirma Marcovaldi.
OESP, 11/06/2014, Metrópole, p. A21
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,tartarugas-batem-…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.