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Autor: Celso Bejarano Jr.
14 de Jul de 2009
Ainda não se sabe o tamanho certo da área que pode ser considerada como terra indígena em Mato Grosso do Sul. O levantamento começa na semana que vem, e deve envolver 26 dos 78 municípios do Estado. Cálculos do comando nacional da Funai indicam que a pesquisa fica pronta até o final deste ano.
Os fazendeiros já atraíram o apoio da bancada ruralista do Estado e insistem na ideia de que a terra é deles e que se "houve erro" nas escrituras das áreas, "isto é culpa do passado".
O presidente da Famasul, Ademar da Silva Júnior, disse ainda na manhã desta terça-feira, em coletiva à imprensa de Campo Grande, que a "estrutura fundiária" de MS é diferente de outros estados brasileiros.
Isto porque aqui ocorreram duas titulações de terras, uma delas no final da década de 80, quando o estado fora dividido em dois: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. "Não podemos reconhecer uma injustiça praticando outra injustiça", opina Silva Júnior.
Intepretação do presidente da Famasul é a de que a União não determinou na divisão do Estado quais seriam as áreas reconhecidas como indígenas.
Pela seis portarias da Funai, as áreas sob risco de demarcação afetariam os municípios de: Amambai, Antonio João, Aral Moreira, Bela Vista, Bonito, Caarapó, Caracol, Coronel Sapucaia, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Iguatemi, Japorã, Jardim, Juti, Laguna Caarapã, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Sete Quedas, Tacuru e Vicentina.
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