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Suzano vai ampliar centro de pesquisas florestais

GM, Meio Ambiente, p. A12
01 de Jul de 2004

Suzano vai ampliar centro de pesquisas florestais

A Suzano Papel e Celulose vai investir R$ 1,5 milhão em uma nova unidade de pesquisas florestais aplicadas, que vai suplantar o atual centro de pesquisas localizado em Itapetininga, a 150 quilômetros da capital paulista. O investimento faz parte do orçamento destinado a pesquisas em melhoramento genético e biotecnologia da empresa, que, para este ano, é de R$ 16,5 milhões. De 2001 até hoje, a empresa tem investido uma média de US$ 5 milhões anualmente em pesquisas, com o objetivo de aumentar a produtividade de suas florestas e aprimorar a qualidade da celulose produzida.
O novo centro ocupará uma área de 1.400 m² localizada na Fazenda das Estrelas, área de 2.077 hectares onde está inserida a atual unidade de pesquisas, de 700 m², os viveiros de mudas e um centro de treinamento para colheita, além de 1.632 hectares de plantação de eucalipto. As obras da nova unidade devem começar em agosto, com previsão de inauguração para o primeiro trimestre de 2005.
Além de atuar em melhoramento genético e biotecnologia, a nova unidade de pesquisas permitirá maior atuação na área de solos e nutrição e nos estudos de caráter ambiental, que incluem a formação de corredores ecológicos, que mesclam florestas plantadas e nativas, e plantações de eucalipto em mosaico. "Esse modelo consiste em áreas onde plantas de diferentes idades coexistem, o que contribui para a manutenção da biodiversidade e para o aumento dos nutrientes no solo", explica Luiz Cornacchioni, gerente da divisão de recursos naturais da Suzano. A pesquisa ambiental abrange ainda o planejamento estratégico do que será plantado em cada área de produção, levando em consideração as condições climáticas, tipo de solo, índices pluviométricos, e a interação com os ecossistemas.
Hoje, a Suzano produz 10,5 toneladas de celulose por hectare por ano, com a meta de chegar a 12 toneladas por hectare/ano em 2007. É nos laboratórios do centro de pesquisas aplicadas - que atendem a todas as unidades da empresa nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Maranhão - que começa o processo de produção de florestas, a partir de sementes ou de mudas clonadas a partir de uma matriz.
O percentual de plantação de clones ou sementes varia de acordo com a unidade de produção. Em São Paulo, onde as condições climáticas são mais instáveis, é usada a proporção de 70% de clones para 30% de sementes. Na Bahia, onde as condições variam menos, a proporção é de 95% de clones para 5% de sementes. "Os clones permitem um rendimento mais uniforme e uma colheita mais rápida, o que gera economia em termos operacionais. Mas são menos resistentes a pragas e variações de temperatura", explica Cornacchioni.
Viveiros cobertos
A Suzano acaba de finalizar a ampliação da área de viveiros cobertos, que trará um aumento de 20% na capacidade de produção de mudas. No total, são 24 mil m² de viveiros cobertos, que passam a produzir 12 milhões de mudas de eucalipto/ano. O investimento foi da ordem de US$ 1,2 milhão. "A cobertura é necessária em função das incertezas do clima, em especial para proteger as mudas de chuvas fortes e geadas. A perda de clones incorre em problema estratégico para a empresa", diz Cornacchioni. As mudas ficam de 90 a 120 dias nos viveiros, em fase de preparação, antes de serem plantadas em campo.

GM, 01/07/2004, Meio Ambiente, p. A12

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