A Crítica-Manaus-AM
21 de Ago de 2002
A existência de uma gigantesca reserva de mogno no sul do Amazonas, na divisa com o Estado do Mato Grosso, está aguçando a sanha de madeireiros que já armaram uma verdadeira operação de guerra para extrair o tesouro, conforme admite a própria gerência-executiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) no Amazonas.
Pelas informações que vazaram até agora à imprensa, a descoberta da mega-reserva de mogno foi feita por mateiros contratados pelos madeireiros. Não por acaso, a faixa de mogno existente no sul do Amazonas fica localizada na mesma linha geodésica das reservas de mogno do Sul do Pará, localizadas nas terras dos índios Caiapós e praticamente já em exaustão.
Para retirar a madeira sem atrair a atenção das autoridades ambientais do País, madeireiros do Mato Grosso arquitetaram uma estratégia engenhosa: iniciaram a construção de uma estrada ligando a cidade matogrossense de Aripuanã, no Extremo de Mato Grosso, até a cidade de Apuí, às margens da rodovia Transamazônica e localizada no sul do Amazonas.
E para evitar que isso ocorra, a gerência-executiva do Ibama, em Manaus, planeja impedir a continuação da estrada e até manter uma vigilância florestal na área para que as últimas plantações nativas de mogno não venham a ser extraídas ilegal e predatoriamente. "Os dados que dispomos revelam a existência da última grande reserva de mogno do País", diz o gerente-executivo do Ibama no Amazonas, José Leland, 51.
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