Agência de Noticia da Aids
Autor: Léo Nogueira
02 de Mai de 2007
Tradutores em postos de saúde localizados em regiões com grande número de índios; participação das lideranças indígenas nas discussões sobre DST/Aids; capacitação dos profissionais que trabalham na área de saúde (junto aos índios) para que eles aprendam a lidar com as "especificidades" desse grupo étnico. Entre tantas propostas apresentadas no encerramento do "I Encontro de Cidades Latino-americanas sobre DST/Aids e População Indígena", realizado na semana passada em São Paulo, apenas um tema criou polêmica: a construção de um centro de saúde "exclusivo" para os indígenas paulistanos.
"Nós já temos estruturas formais constituídas, o que nós precisamos é dialogar. O espaço não precisa ser diferenciado, o atendimento precisa ser diferenciado", avaliou Maria Cristina Abbatte, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, durante a plenária de encerramento realizada na última quarta-feira (25/04).
"Tem alguns índios que não se sentem à vontade num lugar onde tem branco", explicou a enfermeira Fernanda, ao discorrer sobre a proposta apresentada pelo grupo ela estava coordenando. A profissional de saúde ressaltou, contudo, que a proposta dividiu o grupo, assim como a opinião dos presentes na cerimônia de encerramento do encontro.
"Eu não acho que é uma questão do serviço de DST/Aids, é uma questão do Sistema Único de Saúde. Nós já temos um serviço de saúde organizado nas comunidades indígenas. Não vamos tornar as coisas folclóricas, não vamos olhar para o outro com esse olhar contemplativo. Vamos conhecer, ter um olhar de troca", pediu Maria Cristina Abbatte, sendo aplaudida após a sua breve exposição.
Durante a última atividade do evento, os participantes foram divididos em três grupos para discutir as propostas a serem apresentadas. O primeiro grupo, coordenado pelo Pajé Joel, reunia indígenas que moram na região norte da capital paulista (além de profissionais de saúde).
O segundo grupo a apresentar suas propostas, que teve como relatora a enfermeira Fernanda, reuniu os índios das regiões leste, centro-oeste e sudeste de São Paulo. Por fim, o último grupo, coordenado pelo índio Timóteo, reuniu os indígenas da região sul da capital. "Acho que a gente tem que falar menos e agir", afirmou Timóteo no início da sua curta fala.
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