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SP começa a usar segunda reserva do volume morto do Sistema Cantareira

G1, Jornal Nacional - g1.globo.com/jornal-nacional
Autor: WHATELY, Marussia
17 de nov de 2014

SP começa a usar segunda reserva do volume morto do Sistema Cantareira
Segundo estimativas de especialistas, se não chover, vai ser preciso reduzir o consumo de forma radical para recuperação do sistema.

Para garantir o abastecimento de água, São Paulo começou a usar a segunda reserva do chamado volume morto do Sistema Cantareira. E, segundo estimativas de especialistas, se não chover, vai ser preciso reduzir o consumo de forma radical para recuperação do sistema.

Onde antes havia água, agora é possível andar por quilômetros quadrados em cima da terra rachada. A represa Jaguari-Jacareí está quase seca. Este é o maior dos quatro reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de moradores da grande São Paulo.

Depois de 216 dias sem que o nível do Sistema Cantareira subisse uma única vez, toda a água que existia foi consumida. Por isso, foi preciso abrir uma vala para levar o que resta ainda no volume morto até o sistema de captação e, de lá, até a estação de tratamento, para poder abastecer São Paulo.

O chamado volume morto é água que fica abaixo do nível de captação normal. Essa água precisa ser bombeada para um nível superior.

Segundo a empresa de abastecimento de São Paulo, a Sabesp, não existe diferença em relação ao tratamento da água. A qualidade é a mesma.

Nos últimos quatro meses, os 182 bilhões de litros do primeiro volume morto foram consumidos. E, no sábado (15), a segunda reserva técnica começou a ser usada. Dos 105 bilhões de litros dessa cota, quatro bilhões já foram embora.

Nesta segunda-feira (17), o índice do sistema Cantareira está em 10,3%. Os outros dois principais sistemas que abastecem São Paulo também estão com o volume em queda. O Guarapiranga tem 34% e o Alto Tietê apenas 7%.

A coordenadora da "Aliança pela água", que reúne 40 organizações não-governamentais, lembra que em 2003, o Cantareira chegou a 1%. O volume morto nem foi usado. E levou cinco anos para as represas encherem de novo.

Ela afirma que, dessa vez, a crise é muito mais grave e que é preciso tomar medidas urgentes para reduzir o consumo.

Marussia Whately, especialista em recursos hídricos: Não basta só a economia nas casas, vamos precisar que os grandes estabelecimentos também adotem medidas radicais de redução porque quanto mais economizarmos agora, mais chance para as represas se recuperarem vão ser criadas.

Jornal Nacional: Quanto tempo deve durar esta segunda cota do volume morto?

Marussia Whately: Olha, essa segunda cota deve durar em torno de dois a três meses, se não chover, tendo como base o tempo que foi esgotada essa primeira cota.

A Sabesp declarou que tem realizado diversas obras para garantir o abastecimento à população. E que o tempo de uso da segunda reserva de volume morto vai depender da vazão de entrada de água e do nível de consumo.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/sp-comeca-usar-segu…

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