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Sou radicalmente contra, diz Maggi

Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
22 de Jun de 2003

O governo do Estado tem sido intransigente quando o assunto é ampliação de terra indígena. Compõe o repertório que utiliza como argumento a extensão de terra que cabe individualmente a cada um dos povos indígenas, a necessidade de ampliação das fronteiras agrícolas e a possibilidade de surgimento de novos conflitos agrários.

"Sou radicalmente contra a ampliação de reservas indígenas no Estado. Nós já temos um território bastante ocupado por reservas. Se você olhar no mapa, as pretensões que se tem, o Estado de Mato Grosso vai chegar a 20%, 21% do território com reservas. Isso é inadmissível, não posso concordar", afirmou o governador socialista.

Conforme admitiu, o tratamento dispensado seria outro se a situação fosse de ausência de áreas para instalação de comunidades indígenas. "Se tivesse fazendo falta áreas para os índios ou coisa parecida, nós poderíamos discutir, mas não é o caso. É muito mais uma provocação de entidades que estão fora do processo, entidades internacionais que fazem pressão para ampliar as reservas indígenas, muito mais para atrapalhar o desenvolvimento e crescimento do Estado e da própria Nação que qualquer outra coisa".

Para ele, o problema só tem se tornando cada vez mais "sério" porque já estava acomodado e foi remexido. (ER)

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