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Situação de índios isolados é discutida pela ONU no Equador

MS Notícias
19 de Out de 2007

O Departamento de Saúde Indígena da Funasa, representado pelo diretor Wanderley Guenka e o coordenador técnico das equipes multidisciplinares de saúde indígena da Coordenação Regional de Mato Grosso do Sul (Core/MS), o médico Zelik Trajber, participam esta semana (19 e 20) de uma série de reuniões em Quito, no Equador, para discutir e avaliar a situação dos índios isolados na América do Sul.

No Brasil de hoje, há pelo menos 46 evidências de tribos com "índios isolados", a maioria delas na Amazônia. Assim são chamados aqueles cujo contato com o órgão indigenista oficial (Fundação Nacional do Índio - Funai) não foi estabelecido. Não se sabe ao certo a qual etnia pertencem, localização exata destas aldeias e em quais idiomas se comunicam. O isolamento representa, em muitos casos, uma opção do grupo, que pode estar pautada pelas suas relações com outros grupos, pela história das frentes de atração na região e também pelos condicionantes geográficos que propiciam essa situação.

O pouco que se sabe é que pelo menos metade destas tribos encontra-se em terras indígenas já demarcadas ou reconhecidas pelos órgãos federais.

Em 1987 a FUNAI criou o Departamento de Índios Isolados/DEII e com base em princípios Constitucionais, Direitos Humanos e no Estatuto do Índio, implantou o Sistema de Proteção ao Índio Isolado - SPII, estabelecendo uma política de proteção ao meio ambiente e a demarcação de terras.

Para execução das metas foram criadas seis unidades denominadas FRENTES DE PROTEÇÃO ETNO-AMBIENTAL, nos estados do Amazonas (Vale do Javari e Purus), Pará (Cuminapanema), Acre (Envira), Mato Grosso (Madeirinha), Rondônia (Rio Guaporé) e fronteira com o Peru com suas atividades específicas de proteção.

Segundo o Diretor do Desai, que participa do encontro no Equador, estão sendo discutidas com apoio de Organizações não Governamentais de vários países e a ONU, a inclusão emergencial de políticas públicas para evitar, proibir e punir toda intrusão não autorizada em territórios dos povos indígenas isolados, com objetivo de assegurar a sobrevivência dos povos ou frações existentes. "Precisamos garantir a preservação destas culturas mantendo estas tribos sem contato com os não índios, respeitando a opção deles de afastamento, já que esse isolamento sempre foi voluntário", afirmou Guenka.

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