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Sipam divulga produtos que facilitam ações de governos

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
30 de Mar de 2005

Um grupo de técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) esteve ontem em Boa Vista para divulgar atividades e firmar parcerias com o objetivo de gerar meios facilitadores das ações de governos nos níveis estadual e municipais. Chefiando a delegação estava o diretor executivo do Centro Gestor e Operacional, Edgar Fagundes.
Segundo ele, o Sipam é um centro gerador de conhecimento sobre a região. As informações por ele produzidas facilitam a atuação dos órgãos públicos. Em Roraima, o órgão atua em questões como desmatamento, queimadas, problemática territorial indígena e vigilância das fronteiras, em parceria com Ibama, Funai, Polícia Federal, Forças Armadas e agora, com o governo do Estado.
O diretor executivo informou que em vários postos a Funai (Fundação Nacional do Índio) tem um terminal de usuário, que lhe permite acessar informações de satélite ou meteorológicas. Mas, a demanda maior é por mapas e imagens de satélite para programar suas ações no Estado.
Durante a audiência pública realizada ontem na Assembléia Legislativa e respondendo ao questionamento da deputada Marília Pinto (PSDB), Edgar Fagundes disse que em parceria com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o Sipam produziu mapas sobre a reserva Raposa/Serra do Sol. Ele admitiu que a área pretendida de 1,6 milhão de hectares tem grande potencial geológico.
"Mas, para nós, o importante foi mostrar ao Governo Federal o diagnóstico da ocupação territorial atual, localizando as plantações de arroz, aldeias indígenas e formas de ocupação. Os mapas estão à disposição do governo para subsidiar a decisão quanto à homologação da terra indígena", disse o diretor executivo.
Conforme Edgar Fagundes, o Sipam tem grande potencial de mapeamento da Amazônia. Comentou que a partir das aeronaves podem ser identificadas plantações irregulares, desmatamento ou áreas onde ocorrerem ilícitos. As informações captadas por diferentes meios permitem fazer alertas meteorológicos e monitorar recursos hídricos. "Integrados, estes dados podem proporcionar uma ação eficaz das autoridades que atuam na região".
Na audiência pública, o diretor executivo do Sipam disse que a unidade localizada na sede da Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia estava funcionando dotada de equipamentos de última geração e softwares de geoprocessamento. Para não tropeçar no desencontro de informações, cuidou em corrigir: "Hoje [ontem] vamos acertar detalhes para essa parceria ser efetivada e a partir de agora não termos mais qualquer problema". (C.P)

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