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Sindicância apontou dois envolvidos

Jornal do Brasil-Rio de Janeiro-RJ
29 de Jan de 2003

Prejuízo na Funai seria de R$ 340 mil

A Polícia Federal instaurou o inquérito número 04423, dia 6 de novembro do ano passado, para investigar as supostas fraudes na Funai. O inquérito é presidido pelo delegado Wenderson Braz Gomes, que chamou os responsáveis pelas sindicâncias e processos administrativos para depoimentos. O primeiro a ser ouvido foi o responsável por um dos processos, Sebastião Aparecido Fernandes.

Segundo ele, os envolvidos com as irregularidades são Sant'Clair Pitangui Versiani e o programador de computadores da administração central da Funai Paulo Marcos Vasconcelos. Na fase da sindicância, Fernandes enquadrou Versiani e Vasconcelos no crime de improbidade administrativa, mas observou no depoimento que o processo administrativo está em andamento e não poderia precisar a culpa de cada um dos envolvidos.

Procurado pelo Jornal do Brasil, Fernandes explicou que aguarda parecer técnico de perícia do Instituto Nacional de Criminalística para fechar o processo, aberto há mais de um ano. Para Fernandes, enquanto estivesse sob suspeita, Versiani não deveria conduzir a massa falida da Sudam.

- Ele não poderia ser indicado. O ideal é que esperassem apurar tudo - criticou Fernandes.

Em outro depoimento, o presidente da comissão de sindicância, Marco Antônio Xavier Levay, disse que existem fortes indícios de fraudes e responsabiliza Versiani e Vasconcelos. Segundo Levay, a Funai ficou com o prejuízo de R$ 340 mil ''pela atitude incorreta praticada pelos envolvidos''.

O próximo passo da Polícia Federal é ouvir Versiani. Segundo fontes da PF, ele deverá ter o sigilo quebrado e poderá ser indiciado por crimes de uso de documento falso para comprovar os pagamentos e emprego irregular de verbas públicas.

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