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SG Biofuels investe no pinhão manso

OESP, Negócios, p. B16
19 de Mai de 2011

SG Biofuels investe no pinhão manso
Empresa americana afirma ter desenvolvido semente com produtividade quatro vezes maior que a da soja

Eduardo Magossi

A SG Biofuels, empresa norte-americana de bioenergia, está expandindo suas operações para o Brasil para explorar o mercado de pinhão manso. Com sede na Califórnia, a empresa desenvolve sementes híbridas de pinhão manso, oleaginosa utilizada hoje na produção de biodiesel e de combustíveis de aviação.
A empresa desenvolveu mais de 12 mil híbridos de pinhão manso, com alta produtividade. O presidente da SG Biofuels, Kirk Haney, disse que a SG também conseguiu "domesticar" o pinhão manso, obtendo um híbrido que possui produtividade constante e não alterna safras produtivas com outras de menor resultado.
Haney informou que o representante chefe da subsidiária brasileira, a SG Biofuels do Brasil será Fernando Reinach, especialista em bioenergia e membro do conselho de administração da Amyris, que também desenvolve biocombustíveis.
Segundo o executivo, a produtividade desse híbrido é quatro vezes maior que a da soja, com a vantagem de ser uma oleaginosa que não é usada para alimentação. A empresa deve começar os testes com os híbridos em várias partes do Brasil para descobrir qual semente é adequada para cada clima. As sementes devem estar disponíveis em cerca de um ano depois de feitos os testes.
Vendas. A estratégia para a venda das sementes inclui uma triangulação com a ponta compradora. "Vamos oferecer a semente para o produtor vinculado a uma demanda existente de uma empresa", disse. A empresa já está comercializando suas sementes na Índia, México, Guatemala e Colômbia. Nestes países, a SG possui parceria com a Bunge, que compra a produção. Segundo Haney, a parceria pode ser estendida para o Brasil.
O grande desafio da empresa será mudar a percepção do produtor, já que muitos deles plantaram o pinhão manso "selvagem" e não conseguiram bons resultados. A diferença, diz , é que o pinhão manso oferecido pela empresa foi selecionado via processos de hibridação, "e não se comporta como o encontrado no Brasil, que não tem um desempenho estável". No desenvolvimento, foram investidos US$ 9,4 milhões nos últimos quatro anos.
Híbrido
US$ 9,4 mi
foram investidos nos últimos quatro anos nas pesquisas

OESP, 19/05/2011, Negócios, p. B16

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110519/not_imp721103,0.php

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