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Setor de papel ja iniciou nenociacoes em Chicago

OESP, Negócios, p. B20
17 de nov de 2004

Setor de papel já iniciou negociações em Chicago

Antes mesmo da ratificação do Protocolo de Kyoto, duas gigantes brasileiras do setor de celulose e papel, Klabin e Suzano Bahia Sul Celulose e Papel, já haviam aderido ao Chicago Climate Exchange (CCX), um mecanismo alternativo para comercialização de créditos de carbono. Funciona como uma espécie de bolsa de emissões de gases de efeito-estufa, que permite a negociação entre os membros, hoje em torno de 50 - empresas, universidades e até organizações religiosas.
A Klabin colocou uma oferta inicial de 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a serem negociados até 2006. O cálculo se refere a uma área de 10 mil hectares de florestas plantadas da empresa, no Paraná. Agora, a empresa estuda aumentar o uso de biomassa das próprias florestas (cascas, rejeitos de serrarias) em substituição ao óleo combustível nos processos industriais. "Nenhum de nossos projetos tem como escopo o mercado de créditos de carbono e sim o compromisso com um modo de produção mais sustentável", afirma Reinoldo Poernbacher, diretor Florestal da Klabin.
A Suzano aderiu ao CCX em fins de setembro, com a oferta de 5 milhões de toneladas de CO2 equivalente, referentes a uma área de 40 mil hectares de florestas. "O Brasil é muito competitivo na questão florestal e estamos bem posicionados", diz Luiz Cornacchioni, gerente de Planejamento e Pesquisa da Suzano Bahia Sul.

OESP, 17/11/2004, Negócios, p. B20

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