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13 de Mar de 2012
A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) deu início nesta terça-feira (13) à oficina que discutirá as diretrizes para regulamentação da assistência farmacêutica nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) que integram o órgão. O evento acontece em Brasília até a próxima sexta-feira (15) e conta com a participação de cerca de 80 técnicos, entre farmacêuticos e assistentes que atuam nos Polos Bases e nas Casas de Saúde do Índio (CASAI), além de técnicos da SESAI e da Secretaria de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTI) do Ministério da Saúde.
"Nós tínhamos uma previsão de realizar este evento ainda no ano passado, mas como muitos Distritos ainda estavam em processo de contratação de suas equipes, esperamos um pouco e agora estamos realizando esta oficina tão importante com todos vocês", disse o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza, durante a abertura do evento.
Em 13 anos de existência do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS), esta é a primeira vez que farmacêuticos e técnicos ligados à área farmacêutica da Saúde Indígena, que trabalham diretamente com as comunidades na ponta dos serviços, se reúnem para discutir as diretrizes que regulamentarão as práticas de aquisição, dispensação, controle e gerenciamento de medicamentos nos DESIs.
Desafio
De acordo com Antônio Alves, o maior desafio imposto pela tarefa de regulamentar a assistência farmacêutica está na integração das práticas da medicina ocidental, com suas drogas e medicamentos, às práticas tradicionais dos povos indígenas. "Os indígenas têm um grande conhecimento de plantas medicinais e respeitam bastante o papel dos pajés, parteiras e rezadeiras. Em visitas que temos realizado às aldeias, temos notado o quanto estas práticas são importantes para eles", ressaltou Antônio Alves.
Como prova deste desafio, o secretário destacou a biodiversidade da flora brasileira. Lembrou que a população indígena no Brasil é crescente e já registra, hoje, pouco mais de 800 mil habitantes, distribuídos em 220 povos, que por sua vez falam cerca de 180 línguas diferentes. "Medicamentos são drogas e se não forem bem aplicadas podem gerar danos ainda piores. Todo medicamento tem as suas contra-indicações, portanto é um trabalho que exige vigilância permanente por parte de vocês", alertou.
Ele também destacou o momento de transformação porque passa a saúde indígena com a criação da SESAI, há um ano e quatro meses. "Hoje, todos os DSEIs contam com a presença de farmacêuticos nos pólos bases e nas Casas de Saúde do Índio (Casai)".
Cooperação
Convidado para participar da abertura solene do evento, o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SCTI, José Miguel do Nascimento Júnior, também frisou a importância da construção das diretrizes para assistência farmacêutica no SasiSUS. "Estamos aqui para cooperar e aprendermos juntos. Este é um grande desafio, que é articular o conhecimento que já temos das práticas ocidentais a uma nova cultura. Incentivo a vocês a se engajarem, já que a riqueza é imensa, e que vocês também possam estar levando este conhecimento adiante com publicações dessas experiências", disse.
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