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05 de Jul de 2012
Evento é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o estado do Amazonas
A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões, participa até amanhã (6), em Tabatinga (AM) do I Seminário Internacional de Controle da Tuberculose na tríplice fronteira - Brasil, Colômbia e Peru. O evento é realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o governo do estado do Amazonas.
O evento tem como objetivo discutir e integrar ações de controle da tuberculose, estabelecendo fluxos e referências de detecção de casos, vigilância e tratamento adequado, visando a melhoria no sistema de informação.
Durante o evento são apresentados painéis de discussão dos planos nacionais de combate a tuberculose (dos três países: Brasil, Colômbia e Peru), com foco especial nas ações que envolvem a comunidade indígena, existentes nas três localidades.
Segundo a enfermeira responsável pelo plano de combate à tuberculose do DSEI Alto Rio Solimões, Mariza Quércio, é um grande desafio diminuir os casos da doença na região fronteiriça. "A discussão com profissionais de outros países vai ajudar muito. Mas sabemos que existem casos de tuberculoses mais resistentes após a fronteira brasileira, o trabalho será sempre para melhorar o atendimento para que, principalmente esse tipo mais forte da doença não passe para o lado de cá, e não atinjam as comunidades indígenas", ressaltou.
Durante o evento ela explanou aos mais de 80 participantes sobre reestruturação dos serviços e organização da atenção básica na saúde indígena na região, além de apresentar um diagnóstico sobre a atuação do combate à tuberculose nas áreas indígenas.
Ao final do Seminário também será construído um plano de trabalho entre os gestores dos programas locais para fortalecer o diagnóstico e o tratamento da tuberculose e da infecção latente, expandindo o Tratamento Diretamente Observado (TDO) na região de fronteira.
Participam do encontro coordenadores dos programas de combate à tuberculose dos países, estados e municípios fronteiriços envolvidos, representantes dos conselhos indígenas, profissionais dos serviços de saúde de referência hospitalar e epidemiológica das localidades. Além destes, representantes de agências multilaterais como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) também participam do evento.
TB na saúde indígena - O DSEI Alto Rio Solimões tem como meta pactuada junto à SESAI de realizar a busca ativa em 100% das aldeias com registros de casos novos e alcançar pelo menos um percentual de 80% de TDO. Em 2011, no DSEI, foram registrados 24 casos.
Tuberculose - A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Outras espécies de microbactérias também podem causar esta doença que afeta, principalmente, os pulmões. Rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc., também podem ser comprometidos.
A transmissão é direta: ocorre de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação.
Alguns pacientes podem não apresentar os sintomas ou estes podem ser ignorados por serem parecidos com os de uma gripe. Tosse seca e contínua se apresentando posteriormente com secreção e com duração de mais de quatro semanas, sudorese noturna, cansaço excessivo, palidez, falta de apetite e rouquidão são os sintomas da doença.
O diagnóstico é feito via análise dos sintomas e radiografia do tórax. Exames laboratoriais das secreções pulmonares e escarro do indivíduo são procedimentos confirmatórios. O tratamento é feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente seis meses. As medicações são distribuídas gratuitamente pelo sistema único de saúde (SUS). A vacina BCG é utilizada na prevenção da tuberculose e deve ser administrada em todos os recém-nascidos.
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