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Servidores da Funai viram reféns

Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: DARCI DEBONA
08 de nov de 2004

Os Kaingang obrigaram funcionários a acompanhar invasão de fazenda

Dois funcionários da administração regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Chapecó, ficaram reféns durante 24 horas dos Kaingang da Terra Indígena de Palmas, no Paraná, na divisa com Abelardo Luz, em Santa Catarina.

O sertanista Sebastião Aparecido Fernandes e o professor Ivo Sitta ficaram em poder dos índios, do meio-dia de sexta-feira até o meio dia de sábado. Eles foram a Palmas para verificar uma ação dos indígenas que tinham invadido a propriedade de um agricultor na terça-feira.

Na sexta-feira, os Kaingang obrigaram os funcionários da Funai a acompanharem a tomada de uma fazenda vizinha à Terra Indígena. Os Kaingang tem uma área de 2,5 mil hectares em Palmas, mas reivindicam mais 860 hectares.

O estudo antropológico e o processo de identificação dos limites para demarcação já está concluído, restando apenas a portaria declaratória do Ministério da Justiça.

Há cerca de oito meses os 1,6 mil índios da aldeia esperam a publicação da portaria. Na semana passada o governo federal reconheceu 14 áreas, sem incluir a de Palmas.

Os índios ficaram revoltados e fizeram os funcionários da Funai como reféns, para pressionar o governo.

A liberação dos funcionários foi um alívio para os familiares. A mulher de Sebastião Fernandes, Maria Célia, disse que foi comunicada somente na sexta-feira à noite que o marido era refém.

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