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Servidores da Funai querem apresentar reivindicações e insatisfações a Thomaz Bastos

Radiobrás-Brasília-DF
Autor: Alessandra Bastos
06 de Jun de 2005

Os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) vão tentar entregar amanhã duas cartas ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Os textos apresentam, respectivamente, as reivindicações e insatisfações dos funcionários em greve desde a semana passada.

Em princípio, uma comissão dos funcionários irá se concentrar no ministério a partir das 10h de amanhã (07). De acordo com o diretor do Sindicato dos Funcionários Públicos Federais (Sindsep-DF), Frederico Magalhães, se os servidores não forem recebidos "e for preciso um movimento forte, levaremos todo mundo". De acordo com o sindicato, das 45 unidades regionais da Funai, 40 paralisaram totalmente suas atividades.

Hoje pela manhã, em assembléia realizada em frente a Funai, os trabalhadores resolveram continuar a greve por tempo indeterminado. Segundo Frederico, há dois anos "se negocia um plano de carreira e o ministério do Planejamento sequer apresentou uma análise". Agora, os servidores só retornarão suas atividades "com a aprovação do plano", diz Magalhães.

Na quarta-feira, os servidores da Funai irão até o Congresso Nacional, onde pretendem se reunir com a Frente Parlamentar de Apoio e Defesa dos Direitos Indígenas para conseguir apoio às cartas.

De acordo com o diretor do Sindicato, em 1990, o quadro da Funai era composto por 5.800 funcionários para atender a 300 terras indígenas. Hoje são 2.050 para atender a 604 terras. Na sexta-feira, o presidente da Funai, Mércio Gomes, informou que será marcada uma reunião com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, para tentar resolver a situação.

Segundo ele, o encontro ainda não tem data definida e pode ser realizado nesta semana ou na próxima. Mércio afirmou ainda que apenas a sede da Funai está parada. "As regionais funcionam normalmente", disse ele.

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