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Servidor da Funai portador de depressão crônica diz que está sendo vítima de discrminação do Sindsef; Autor seria o ex-deputado Daniel Pereira

O Observador-Porto Velho-RO
27 de Mai de 2006

O servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai), Francisco das Chagas dos Santos, 46, denunciou na manhã deste sábado a maneira discrminatória como vem sendo tratado pela atual direção do Sindicato dos Servidores Federais do Estado de Rondônia (Sindsef). Portador de depressão crônica e com cirurgia de estômago marcada, o servidor alega que está passando por verdadeiras privações ao lado da família pela maneira intransigente com a qual o sindicato vem tratando o seu caso.

Seu Francisco contou à reportagem do O OBSERVADOR que possui uma ação de anuênio para receber, mas que depende do sindicato entrar na Justiça para execução do pagamento. O processo foi impetrado em 1996 e já transitado em julgado, mas o sindicato, segundo o denunciante, vem se negando entrar com o pedido na Justiça Federal. A situação calamitosa tem agravado ainda mais o quadro depressivo do servidor que possui aproximadamente R$ 6 mil reais para receber de anuênio.

O denunciante diz que procurou na sexta-feira (26) o assessor jurídico do Sindsef, o ex-deputado estadual Daniel Pereira, para pedir a ajuda, mas a resposta não poderia ter sido mais desumana. "O senhor Daniel disse que era preferível resguardar o patrimônio do Sindsef do que adiantar os direitos dos servidores, como era o meu caso", teria dito o ex-parlamentar. "Meu estado de saúde não importou, o que importa para os dirigentes do sindicato é o dinheiro, o patrimônio", ressaltou desolado o servidor.

Em outra desculpa dada pelo ex-deputado Daniel Pereira, segundo a vítima, o Sindsef está enviando para execução na Justiça Federal lotes de 200 servidores, rechaçando a idéia de pagar isoladamente este ou aquele filiado, independente de seu estado de necessidade financeira, como é o caso em questão. "Estou na lista de cortes de energia elétrica, água telefone; me falta ainda dinheiro para comprar os remédios do meu tratamento que são muito caros, exames e outras necessidades", disse Francisco.

De acordo com o servidor, a situação no Sinsef é tão caótica para os servidores que deles precisam que até mesmo conversar com os advogados da entidade é uma verdadeira batalha. "Quando nós procuramos a advogada, ela nunca nos recebe, serviço esse feito pela secretária que nunca nos atende da maneira devida. Sou filiado desde 1982 e sempre cumpri com minhas obrigações. Agora que preciso como nunca em minha vida sou tratado com desprezo e humilhado", desabafou.

Atualmente seu Francisco sobrevive com apenas R$ 300 já que foi obrigado a virar refém dos empréstimos bancários para sobreviver. Os R$ 300 é ainda o que sobre de seu limite bancário no Banco Banespa. O servidor deve entrar com ação contra o Sindicato na próxima semana. "O patrimônio do Sindicato, senhor Daniel Pereira, somos nós que contribuímos para a sobrevivência da entidade. Ele não pertence a você, mas a nós", finalizou.

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