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Serviço Florestal traça estratégia para apoiar manejo comunitário no Cerrado

Serviço Florestal Brasileiro - http://www.florestal.gov.br/
11 de Set de 2013

A extração sustentável de produtos florestais do Cerrado por pequenos produtores é uma das formas de promover a conservação do bioma, que está entre os mais ameaçados do país, apesar de ser um dos 34 hotspots mundiais - áreas que concentram os mais altos níveis de biodiversidade do planeta.

O bioma ganhará uma estratégia de fomento para essas atividades a partir de um estudo que será iniciado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Serão mapeados desde as características desse público às principais cadeias produtivas não madeireiras da região - que incluem o pequi e outros frutos do Cerrado, por exemplo.

Segundo a gerente-executiva de Florestas Comunitárias do SFB, Elisangela Januário, o levantamento auxiliará a traçar uma frente de atuação no bioma para os próximos anos, com foco em agricultores familiares, comunidades tradicionais e pequenos produtores. O objetivo é agregar geração de renda com conservação da biodiversidade. "Se garantimos uma fonte de renda a partir do bioma, isso dá condições para que as comunidades rurais continuem produzindo e conservando o Cerrado", afirma.

Instituições que atuam no apoio ao manejo florestal no bioma, organizações da sociedade civil e movimentos sociais serão convidados a participar da elaboração da estratégia do SFB. Uma oficina, posterior à conclusão do estudo, reunirá esses atores.

Panorama

O estudo, que será realizado por meio de contratação, começará com a avaliação da cobertura florestal nos últimos 30 anos. Em seguida, será feita a caracterização do pequeno produtor do Cerrado por estado, com dados sobre a população rural, principais produtos produzidos e associativismo, por exemplo.

A avaliação da produção florestal não madeireira será alvo de outra etapa do trabalho. Essa informação será levantada em nove unidades da federação: Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Os polos produtivos serão identificados, assim como o volume e valor da produção não madeireira por produto. Também farão parte dessa etapa do estudo a identificação da categoria fundiária das áreas de coleta dos produtos (assentamentos, por exemplo), dos principais destinos da produção não madeireira e dos fatores limitantes da produção.

O levantamento envolverá ainda a análise das políticas públicas sobre a produção não madeireira no bioma nos últimos 10 anos e a elaboração de cenários de fomento de cadeias produtivas promissoras para os próximos cinco anos. Os resultados serão debatidos em uma oficina com representantes de estados avaliados, instituições da sociedade civil e de governo.

As atividades estão previstas para ocorrer neste e no próximo ano e darão elementos para uma maior atuação do SFB no Cerrado, inclusive por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF/SFB), que este ano lançou sua primeira chamada de projetos para o bioma.

http://www.florestal.gov.br/noticias-do-sfb/imagens-do-mural/servico-fl…

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