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Serrarias móveis são nova estratégia usada por madeireiros ao explorar ilegalmente região amazônica do Maranhão

Amazonia.org.br - www.amazonia.org.br
02 de set de 2009

Agentes de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram serrarias portáteis que eram usadas para desmatar as poucas áreas remanescentes de floresta amazônica no Maranhão.

De acordo com o que foi publicado no site Globo Amazônia, os agentes encontraram e apreenderam duas estruturas deste tipo, que podem ser instaladas no meio da floresta, a última delas no dia 14. Essas serrarias, por serem portáteis permitem que os infratores se embrenhem na mata e produzam madeira serrada no próprio local.

A região onde o Ibama encontrou o material pertence à Terra Indígena Alto Turiaçú. Com 5.300 km², é alvo de ação fiscalizatória junto com duas outras reservas indígenas, a Awá e a Caru. Elas formam um conjunto contíguo, completado pela Reserva Biológica do Gurupi, que se situa no oeste do Maranhão e está sob constante pressão da exploração madeireira ilegal.

Cerca de 80 agentes do Ibama, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Força Nacional de Segurança fizeram sobrevoos na área e levaram à prisão 11 pessoas.

"Encontramos trabalhadores em condição de escravidão, ganhando R$ 2 por dia", relata a chefe de fiscalização do Ibama no Maranhão, Taíse Ribeiro ao Globo Amazônia.

Ela explica que as serrarias móveis, que podem facilmente ser transportadas de caminhão, são comuns em áreas de exploração ilegal, já que no caso do corte autorizado, numa área de manejo, por exemplo, as toras brutas são levadas até equipamentos fixos.

O maquinário transportável permite que os exploradores se movimentem na floresta em busca de madeira valiosa, que já é cortada no próprio local e fica pronta para transporte. "É uma extração seletiva, não fica aquele descampado", diz Taíse.

Os sete acampamentos encontrados na Terra Alto Turiaçu foram destruídos, segundo o Ibama. "Eles deixaram madeira nos ramais (estradas). Ainda vamos passar para recolher", afirma a chefe de fiscalização.

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