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Senadores reforçam pedido de Força-Tarefa

Brasil Norte-Boa Vista-RR
18 de Ago de 2004

Os senadores Mozarildo Cavalncanti, Romero Jucé e Augusto

Botelho, justificam ao presidente Lula a necessidade da Força-Tarefa

Os senadores Mozarildo Cavalcanti, Romero Jucá e Augusto Botelho, encaminharam correspondência ao presidente Lula, reforçando pedido feito pelo governador Flamarion Portela, para a criação de uma Força-Tarefa de segurança para 'assegurar a integridade patrimonial e até física das pessoas que moram na reserva Raposa/Serra do Sol.
No documento, eles alertam ao chefe da Nação sobre o acirramento crescente dos posicionamentos em confronto, com perspectiva de um possível desenlace, sem previsão dos resultados.

Segundo os senadores, essa situação foi o que os motivou a formalizar junto ao presidente Lula a grande preocupação com o quadro prenunciando um grande conflito em Roraima, por conta da questão Raposa/Serra do Sol.
Mozarildo Cavalcanti ressaltou ainda que essa Força-Tarefa deve ser criada por representantes da Forças Armadas, Polícias Federal, Civil, Militar que atuam em Roraima, não havendo necessidade de desgastes do Governo em envio de efetivo para o Estado, o que tornaria oneroso para os cofres do Governo.

Além disso, justifica o senador, há um outro fator positivo: sendo a Força-Tarefa formada por profissionais que moram ou prestam serviço em Roraima, eles terão melhores condições e habilidade para atuar preventivamente, sem a ação repressiva, evitando que conflitos graves como o que aconteceu em Rondônia se repita.
"Nossa idéia é exatamente mostrar que a Força-Tarefa é necessária agora, para atuar preventivamente, evitando a deflagração de atos violentos, não havendo necessidade de agir reprimindo os excessos que possam acontecer ou já sendo acionada para remover os cadáveres como ocorreu em Rondônia. Nosso objetivo é preservar a paz, independente de qual seja a decisão da Justiça quanto à homologação", esclarece. Mozarildo lembra que a Força-Tarefa vai dar segurança para índios durante a tramitação do processo demarcatório que está sub judice e também depois da decisão sobre a questão e agiria já agora ocupando pontos estratégicos e postos permanentes, tranqüilizando principalmente quem vive na reserva.

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