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08 de Jun de 2018
A primeira edição do Seminário Cultura Indígena e Universidade foi realizada na UFSM e contou com apresentações artísticas, rodas de conversa e mesas de debate. O evento foi voltado aos estudantes indígenas da universidade, comunidades indígenas da região, escolas de educação básica e comunidade acadêmica em geral e ocorreu na quarta (6) e quinta-feira (7).
O seminário foi promovido pelas pró-reitorias de Graduação (Prograd), de Assuntos Estudantis (Prae) e de Extensão (PRE), em conjunto com a Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) da UFSM, Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Serviço Social do Comércio (Sesc). Enquanto o primeiro dia contou com apresentações, manifestações institucionais e de acadêmicos indígenas, o segundo trouxe um painel sobre as políticas de acesso e permanência dos estudantes indígenas na UFSM. Também houve um momento de conversa entre os alunos sobre a atual conjuntura.
O ponto principal abordado nos painéis foi o corte no auxílio financeiro a estudantes indígenas e quilombolas. O Programa Bolsa-Permanência auxilia esses alunos a se manter nas instituições públicas de ensino, através de R$ 900,00 mensais destinados a moradia, alimentação e material didático. A proposta feita pelo Ministério da Educação é de que sejam destinadas 800 bolsas para estudantes indígenas e quilombolas em todo o Brasil. Isso representa um corte de aproximadamente 4 mil bolsas anuais.
Com a adoção do sistema de cotas, 85 estudantes indígenas ingressaram na UFSM. O auxílio permanência é essencial para que se mantenham aqui e consigam concluir a graduação. Segundo o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Clayton Hillig, a universidade já está mobilizada para que esses alunos tenham as condições necessárias para permanecerem na instituição até o final da graduação.
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