Funasa
06 de Mar de 2008
O seminário "Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas" prosseguiu nesta quinta (6/7), pela manhã, com o relato dos índios Gilmar Alcântara e Gércia Albuquerque, da etnia Baré, que cursam odontologia e medicina, respectivamente, na Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Eles falaram sobre os avanços após a parceria da Universidade com o Projeto Vigisus. "Graças ao Programa de Bolsa de Estudo da Funasa, conseguimos prosseguir os estudos", ressaltou Gilmar Alcântara.
Os dois estudantes, que vivem no interior do estado do Amazonas, a cinco dias de barco de Manaus, explicaram que os problemas começaram depois que foram matriculados, por engano, como moradores da capital. Com isso não tiveram direito ao auxílio alimentação, moradia e transporte, que só é dado aos que vêm do interior. Além disso, não tinham condições de adquirir o material didático.
"Apesar das dificuldades, fomos prosseguindo no curso, movidos pela grande vontade de nos formar. Meu maior sonho sempre foi ser dentista", afirmou Gilmar. Segundo eles, quando estavam quase desistindo, por absoluta falta de recursos financeiros, foi anunciada a concessão da Bolsa pela Funasa. "Foi realmente uma luz no fim do túnel. Fomos inscritos e este ano começamos a receber o benefício, garantindo nossa permanência na faculdade", comemorou Gércia.
O evento, que teve início ontem (6/3), prossegue hoje à tarde com o debate sobre Direitos Indígenas e o Papel do Estado Brasileiro quanto às Políticas Públicas de Educação, dentre outros temas. O encerramento está previsto para amanhã (7/3) às 18 horas.
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