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08 de Dez de 2009
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e a TNC (The Nature Conservancy) lançaram, nesta terça-feira (8), o Diagnóstico Financeiro das Unidades de Conservação Estaduais. O lançamento ocorreu após a oficina de Sustentatibilidade do Sistema de Unidades de Conservação do RS, que encerra-se nesta quarta-feira (9), no auditório da Sema, em Porto Alegre. Neste primeiro volume, intitulado Contribuição dos Estados Brasileiros para a Conservação da Biodiversidade, constam, além de dados do Rio Grande do Sul, informações sobre as Unidades de Conservação dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
Segundo informou Analuce Freitas, especialista em Áreas Protegidas da ONG ambientalista TNC, o estudo aponta que em 2008 o RS gastou R$ 8 milhões com as UCs e já investiu 20 milhões na infraestrutura necessária para a consolidação dos parques. Mas ainda são necessários 28 milhões para complementar os investimentos. Já para as despesas de custeio, quando a totalidade de investimento em infraestrutura for realizado, serão necessários R$ 14 milhões por ano.
A SEMA e a TNC estão construindo uma estratégia de sustentabilidade financeira com o objetivo de implementar o sistema e montar um plano de captação. "Esta é uma demonstração de agenda positiva em relação à conservação que deve ser imitada por outros estados", comenta Analuce.
Para o chefe do Departamento de Unidades de Conservação (DUC) da Sema, Luiz Alberto Mendonça, este estudo é uma ferramenta de gestão que ajudará o governo do Estado, através da Secretaria do Meio Ambiente, a saber quais são as lacunas que estão faltando e fazer os investimentos necessários nas UCs. O Rio Grande do Sul possui 23 Unidades de Conservação, sendo que três estão em processo de implantação, e ocupam 282 mil hectares, correspondendo a 1% do território gaúcho.
Ao participar do lançamento da publicação, no final da tarde, o secretário do Meio Ambiente, deputado Berfran Rosado, informou sobre o investimento do governo na Secretaria do Meio Ambiente nos últimos dez anos, de R$ 17,5 milhões. O secretário destacou que o governo Yeda destinou às UCs estaduais este ano R$ 16 milhões e estão previstos novos investimentos na área no início de 2010.
As unidades de proteção integral, que são áreas que têm como objetivo básico a preservação ambiental, sendo permitido apenas o uso indireto do ambiente estão divididas em parque estadual, reserva biológica, estação ecológica e refúgio de vida silvestre. Já as unidades de manejo sustentado, que visam basicamente promover e assegurar o uso sustentado do ambiente estão divididas em Área de Proteção Ambiental (APA) e Horto Florestal.
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