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07 de Nov de 2011
O mesmo tratamento estratégico aplicado na avaliação ambiental de petróleo e gás será adotado, numa segunda etapa, em projetos para hidrelétricas na Amazônia. A proposta do governo é fazer o zoneamento de toda a região.
Boa parte do potencial hidrelétrico da Amazônia já foi mapeado, mas ainda faltam definições mais claras sobre os impactos ambientais envolvidos em muitos dos futuros projetos. Com esses estudos preliminares, o governo terá de dizer, de antemão, o que é de interesse pleno de proteção ambiental e o que poderá ser explorado.
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, todas as hidrelétricas que hoje estão em operação na Amazônia, além daquelas em fase de construção na região, ocupam uma área de 0,32% de todo o território. A preocupação com o impacto ambiental que pode ser causado por usinas irá se concentrar, também, no adensamento populacional que essas obras podem levar para a região amazônica.
O planejamento atual do governo prevê que 11 usinas hidrelétricas sejam licitadas na Amazônia nos próximos anos, volume de projetos que deverá acrescentar mais de 15 mil MW ao sistema integrado nacional.
Com o zoneamento da Amazônia, o governo quer evitar situações espinhosas como a que envolve, há anos, o projeto da usina hidrelétrica Santa Isabel, na bacia do Araguaia/Tocantins. O projeto já tem contrato de concessão firmado, mas sequer entrou no plano decenal de energia deste ano, elaborado pela Empresa de Planejamento Energético (EPE).
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