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Sede do Ibama em Salvador é ocupada por pescadores e ambientalistas

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22 de out de 2019

Sede do Ibama em Salvador é ocupada por pescadores e ambientalistas
Na Bahia, uma das preocupações é que o óleo chegue também a lugares de extrema sensibilidade ambiental; Em Sergipe, atores pintaram corpos de preto durante protesto no domingo

André Borges, O Estado de S.Paulo
22 de outubro de 2019 | 12h03

BRASÍLIA - A sede do Ibama, em Salvador, foi ocupada na manhã desta terça-feira, 22, por um grupo de pescadores e ambientalistas. Eles acusam o governo de inércia no combate ao óleo que contamina o Nordeste brasileiro desde o dia 30 de agosto.

Com faixas nas mãos e cantando palavras de ordem, o grupo entrou, sem resistência, no prédio do Ibama em Salvador. Na segunda, conforme revelou o Estado, o Ibama destinou R$ 40,5 mil a mais nos cartões corporativos de nove servidores públicos do órgão que atuam nos Estados do Nordeste, para compra de suprimentos de segurança.

O valor irrisório deixou as pessoas indignadas frente ao prejuízo incalculável que o dano ambiental já causa em mais de 2 mil quilômetros de praias do País. O Ministério do Meio Ambiente também é acusado de não ter acionado, imediatamente, o plano de contingência que o País detinha para lidar com situações de derramamento de óleo.

Na Bahia, uma das preocupações é que o óleo, que já sujou diversas praias e prejudica a pesca de milhares de pessoas, chegue também a lugares de extrema sensibilidade ambiental, como o Parque Nacional de Abrolhos.

Em protesto contra manchas de óleo, atores de Sergipe pintam corpos de preto
ARACAJU - Com os corpos pintados de preto, em alusão ao óleo que se alastrou por praias do Nordeste, um grupo de atores sergipanos fez, no último domingo, 20, na orla de Aracaju, a performance intitulada "Inflamáveis". A intervenção chamou a atenção da sociedade para a tragédia ecológica que ocorre em todo o litoral nordestino desde setembro passado.

Durante duas horas, atores e atrizes percorreram os Arcos da Orla, a Passarela do Caranguejo e a Cinelândia, considerados pontos turísticos da cidade.

Organizadores da performance, o ator Audevan Caiçara e a atriz Elze Valois se inspiraram na Festa do Lambe Sujo, que ocorre no município de Laranjeiras, quando as pessoas desfilam pintadas de preto usando tinta e melaço de cana-de-açúcar para deixar a pele brilhosa.

No caso dos artistas que foram à praia, eles se pintaram de mel de cabaú e carvão, que são materiais biodegradáveis, saem facilmente com água e não poluem o meio ambiente.

A caminhada, segundo Audevan, foi silenciosa. "Queríamos mesmo que essa intervenção urbana fosse pontual. Não foi um teatro, em termos de apresentação, não foi uma manifestação. Não somos um grupo político, mas artistas independentes, e nos unimos somente para esse ato", explicou Audevan, que já recebeu convites para falar em instituições sobre educação ambiental.

"Nosso objetivo foi provocar uma discussão diante da situação em que se encontra o litoral nordestino, o litoral sergipano", reforçou. "Foi um ato pacífico e muitos entenderam a mensagem". / Antônio Carlos Garcia

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