A Crítica-Manaus-AM
07 de Mar de 2005
A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Manaus, será reaberta hoje, depois de 27 dias interditada. Um acordo firmado entre lideranças indígenas e a instituição na sexta-feira, em uma reunião realizada na Justiça Federal, reabriu a negociações que estavam emperradas desde a ocupação da sede pelos indígenas, o que culminou na exoneração do ex-administrador regional da fundação, Benedito Rangel.
Segundo Benjamim Baniwa, líder indígena de Barcelos (a 396 quilômetros de Manaus), o acordo inclui, além da reabertura da sede da Funai, um prazo de 45 dias para que seja nomeado o novo administrador e realizada uma sindicância para apurar possíveis irregularidades da administração regional, denunciadas pelas lideranças indígenas.
A exigência de que o novo administrador seja um indígena permance. Três nomes de possíveis administradores chegaram a ser apontados pelas etnias durante o processo de negociação, em fevereiro. Mas o presidente da Funai, Mércio Pereira Lima, não acatou a indicação de Estevão Lemos Tuxaua, Lucas Fernandes, ambos de São Gabriel da Cachoeira, e Benjamim Baniwa.
Se o prazo de 45 dias não for cumprido, pode haver nova ocupação da sede da administração por parte do indígenas. "Vamos ocupar a sede novamente, se o acordo não for cumprido, porque a gente não queria mais negociar com a Funai, mas eles pediram e nós demos mais esse voto de confiança", afirma Benjamim Baniwa.
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