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Seca em reservatórios abre espaço para térmicas

OESP, Economia, B4
01 de Nov de 2007

Seca em reservatórios abre espaço para térmicas

Renée Pereira

A entrada em operação das termoelétricas obedece a uma fila definida pelos custos da energia elétrica produzida pelos diversos tipos de geração. Em condições normais, com reservatórios cheios, a hidrelétrica sempre está em primeiro lugar, pois tem a energia mais barata. Em segundo lugar, estão as termoelétricas movidas a gás natural, seguidas pelas térmicas a carvão e, por último, pelas térmicas movidas a óleo combustível ou diesel.

Em geral, no fim de um período seco, quando os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis reduzidos, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) sobe. Esse preço, usado para a compra e venda de energia no curto prazo, é definido por um modelo computacional chamado New Wave, que considera, entre outros fatores, o nível dos reservatórios. Quando esse nível cai, o PLD sobe. Nesse momento, o preço da energia térmica passa a ser competitiva.

Como a termoelétrica movida a gás natural está em segundo lugar na fila, o Operador Nacional do Sistema (ONS) pede que seja iniciada sua operação. Foi o que houve com a Petrobrás na última semana. Desde sábado, oito usinas térmicas de posse da Petrobrás e de outras empresas entraram em funcionamento e passaram a acrescentar ao sistema elétrico 1.960 megawatts médios (MW).

Para muitos especialistas, o governo precisa começar a pensar em rever esse modelo de funcionamento das térmicas. Se não há gás, dizem, deve-se priorizar aquelas usinas movidas a óleo combustível e a diesel, que estão no fim da fila.

OESP, 01/11/2007, Economia, B4

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