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Saúde intensifica detecção de doenças em população indígena do Tocantins

Sesai - http://portal.saude.gov.br
Autor: Aedê Cadaxa
08 de Jun de 2011

A ação durante o mês de junho ocorrerá em nove aldeias do estado e detectará doenças como chagas, malária e leishmaniose

O Ministério da Saúde promove até o próximo dia 17 as ações para detecção e tratamento de doenças transmissíveis por vetores como chagas, malária e leishmaniose em população indígena do Tocantins. O trabalho iniciado na última segunda-feira (06) fará o atendimento de aproximadamente 2 mil indígenas de nove aldeias. A programação também inclui a realização de testes de hepatites A, B e C.

A iniciativa é promovida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Tocantins (DSEI-TO), ligado a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, em parceria com Secretaria de Saúde do Estado. A execução do trabalho ocorrerá em duas fases. A primeira será realizada nas aldeias Riachinho, Mariazinha, Girassol, Prata e Serrinha. As ações serão coordenadas pela a equipe multidisciplinar de saúde indígena do Pólo-base de Tocantinópolis, e contará com a ajuda de técnicos da Secretaria Estadual e Municipal de Saúde, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de Tocantins, além de técnicos do Laboratório Central de Tocantins.

A segunda fase consistirá no atendimento de outras aldeias prioritárias da região: São José, Botica, Bonito e Patizal. Essa fase será realizada pela equipe de saúde do pólo-base de Tocantinópolis, com apoio técnico e logístico do DSEI-TO, e atendimento médico do DSEI-Araguaia.

CAPACITAÇÃO - Até amanhã (09) os enfermeiros de todos os Pólos do DSEI-TO estarão na sede do distrito para participarem de Seminário e Oficina para implantação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional na Atenção Básica (Sisvan). A capacitação é promovida pela Secretaria de Estado da Saúde com o apoio da UNICEF.

O Sisvan é um sistema do SUS que tem como principal objetivo diagnosticar a situação alimentar e nutricional da população, identificando segmentos sociais e grupos populacionais de maior risco aos agravos nutricionais, sejam eles de baixo peso ou obesidade.

O DSEI aproveitará a oportunidade do curso, para reunir todas as áreas técnicas do Distrito para discutirem as práticas de saúde executadas e propor a reorganização do serviço. Segundo a chefe do DSEI Tocantins, Ivaneizilia Noleto, a promoção de eventos desse tipo tem como objetivo elevar o nível técnico dos profissionais de saúde e complementar a rotina executada pelas equipes multidisciplinares nas aldeias.
COMO FUNCIONA A ASSISTÊNCIA - Os 751 postos de saúde das comunidades indígenas de todo o país são as bases da atuação das equipes multidisciplinares de saúde indígena, composta por médico, enfermeiro, odontólogo e auxiliares, além dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e dos Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). Os agentes moram nas aldeias e são indicados pelos Conselhos Locais de Saúde Indígena. A eles competem ações de atenção primária, saneamento e educação em saúde.

Os pólos-base são a primeira referência para os Agentes Indígenas de Saúde que atuam nas aldeias. Cada pólo-base cobre um conjunto de aldeias. Os casos que não podem ser resolvidos nos 358 pólos-base espalhados nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) do país são encaminhados pelas equipes aos municípios de referência, que contam com as Casas de Saúde Indígena (Casai). A Casai garante alojamento, alimentação e atendimento de enfermagem aos pacientes e acompanhantes, respeitando as especificidades culturais. Além disso, presta assistência farmacêutica e apóia o DSEI na articulação da rede de referência de Média e Alta Complexidade, bem como acompanha o agendamento e a realização de consultas, exames e internações. A unidade realiza ainda o apoio logístico para retorno dos pacientes em alta médica e de seus acompanhantes aos locais de residência.

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