Página 20
Autor: Val Sales
04 de Jul de 2007
Extensa programação será desenvolvida este mês para atingir as comunidades das várias regiões do Acre.
A Coordenação Estadual do DST/Aids desenvolverá uma ampla programação voltada para o monitoramento e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis na região do Vale do Juruá e Acre neste mês de julho. O objetivo é estender as ações do setor e oferecer subsídios para que os agentes do interior tenham amplo conhecimento para atender e encaminhar os registros de notificações.
As atividades terão início no período de 13 a 16, quando os técnicos do setor estarão na região oferecendo um treinamento sobre "abordagem sindrômica". Nessa oficina, os profissionais da saúde receberão orientação para saber verificar os casos assintomáticos das DSTs.
No período de 19 a 20, o trabalho estará voltado para o monitoramento da saúde nas comunidades indígenas do Vale do Juruá. A disseminação da aids e demais doenças sexualmente transmissíveis fez com que o Ministério da Saúde (MS), por meio das secretarias estaduais dobrasse a atenção em todas as áreas da sociedade, inclusive das populações que vivem no interior ou afastadas das zonas urbanas dos municípios.
No dia nove de julho as equipes da Coordenação Estadual estarão em Brasiléia, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Assis Brasil para a implantação do teste rápido da aids. O resultado desse exame é obtido em 15 minutos, o que facilita que a equipe de saúde cuide dos encaminhamentos dos registros com tempo hábil a favorecer uma melhor qualidade de vida para a pessoa.
O coordenador Francisco Dantas afirmou que a partir da implantação do teste rápido, é possível detectar o vírus na gestante e evitar que a criança seja infectada no momento do parto. Por esse motivo, o setor investe para a criação do sistema na Maternidade Bárbara Heliodora e Hospital da Criança.
"Com esse trabalho o governo federal pretende até o ano de 2010, baixar para menos de 1% o índice de crianças expostas ao vírus HIV", explicou Dantas. Se o exame não puder ser feito durante o pré-natal, por falta do acesso da mãe ao acompanhamento médico durante a gravidez, ela passará pelo teste ainda na sala de parto.
Tratamento diferenciado para a criança
O coordenador Francisco Dantas explicou ainda que, uma vez que o vírus HIV seja detectado, a mãe receberá medicamento para reter o leite do peito, enquanto o filho receberá alimentação à base de leite especial, além do acompanhamento médico durante oito meses, até que o vírus seja eliminado.
Segundo ele, o objetivo do serviço é melhorar a cobertura do pré-natal, assim como o acesso das mulheres grávidas ao teste do vírus HIV e sífilis congênita. O diagnóstico rápido já existe em alguns setores da saúde, sendo implantado inclusive no serviço de média e alta complexidade no Estado. "É uma cobertura necessária para que os objetivos sejam alcançados".
Festa beneficente - No próximo dia 13, a partir das 20 horas, no Circulo Militar, será realizada a "Festa do Laço Vermelho", que tem como objetivo arrecadar fundos para ajudar as crianças filhas de mães com HIV. O evento está sendo organizado pelos colunistas sociais Moisés Alencastro - secretário geral da Coordenadoria da Infância e Juventude do Ministério Público Estadual (MPE), Roberta Lima, Marlize Braga, Associação dos Magistrados do Acre e Conselho Regional de Medicina (CRM).
Para a ocasião, os principais restaurantes da cidade estarão oferecendo os melhores pratos de sua culinária, enquanto os médicos e médicas do CRM farão um desfile de moda, mostrando as tendências que as lojas estão disponibilizando para a estação. A Distribuidora da Coco-Cola também participará cedendo a bebida e o refrigerante.
Os recursos obtidos na festa serão aplicados na compra fraudas, vestimentas, leite especial e outros produtos que serão distribuídos entre os filhos de mães portadoras do vírus HIV. Moisés Alencastro, um dos promotores do evento, lembrou que a maioria das mulheres portadoras da doença no Estado é proveniente de famílias de baixa renda, o que exige uma atenção maior por parte da sociedade em geral. "Todos podemos ajudar a melhorar a qualidade de vida desses amigos", ressaltou. O ingresso de entrada para a festa custará R$ 30,00.
Mais de 100 pessoas morreram de aids no Acre desde 1987
De acordo com dados estatísticos da Coordenação do DST/Aids, existem no Acre 348 pessoas vivendo com o vírus HIV. Desde 1987, quando foi diagnosticado o primeiro caso no Estado, 159 pessoas já morreram vítimas das doenças oportunistas, que surgem em virtude da fraqueza imunológica dos pacientes.
O maior índice de contágio da doença ainda é registrado na capital. Diante do surgimento de cada um novo caso, o próprio coordenador Francisco Dantas confessa que fica triste, creditando tal fato a alguma "brecha" que possa ter sido deixada nas amplas campanhas de conscientização que são realizadas periodicamente pelo setor.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.