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Saúde indígena enfrenta dificuldades culturais, avalia senador

Radiobrás-Brasília-DF
Autor: (Spensy Pimentel e Marília Santos
08 de Abr de 2005

O senador João Capiberibe (PSB-AP), da Comissão de Direitos Humanos do Senado, avalia que não faltam recursos financeiros para as ações públicas na saúde indígena, mas que a área enfrenta dificuldades de ordem cultural. "Nós temos uma grande dificuldade de tratar as pessoas indígenas, devido ao grande abismo cultural que nos separa. Imagina o índio chegando no hospital privado para atendimento pelo SUS, ou pela Funasa - Fundação Nacional da Saúde, ele não será muito bem recebido. Até mesmo os pobres brancos são mal recebidos, imagine os índios", afirmou o senador nesta quinta-feira (7), após sessão em que a Comissão ouviu o diretor do Departamento de Saúde Indígena da Funasa, Alexandre Padilha.

Capiberibe também avalia que há um problema de gerenciamento dos recursos repassados para as "entidades parceiras" - associações ou ONGs que executam ações de saúde indígena em áreas isoladas, mediante repasse de dinheiro da Funasa. "Evidente que devem ocorrer inúmeros problemas de gestão e até mesmo a irregularidade na aplicação de recursos", afirmou o senador. Ele disse que a Comissão deve convocar para novas audiências os envolvidos com essas entidades.

O senador lembra também que, no caso dos índios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, há uma questão adicional que é a falta de terras. "Há muito índio para pouca terra. Essa equação é uma equação política: reconhecer os direitos dos povos indígenas à terra, tomar uma decisão política e devolver a terra".

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