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Satélites mostram que agricultura ajudou a destruir mais floresta na Amazônia

Viaecológica-Brasília-DF
05 de Mai de 2003

O governo tem em mãos os dados de um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora por satélites as queimadas no país, mostrando que no rastro do aumento da safra agrícola houve uma forte expansão no ritmo do desmatamento, que destruiu quase 19 milhões de hectares em 2002. "Estão desmatando mais, queimando e aproveitando para plantar uma ou duas safras, no máximo, antes de tacar capim pro gado", disse um técnico no Mato Grosso, um dos principais estados em produção agrícola, queimadas e desmatamento das bordas da floresta amazônica. Hoje (5) mesmo o Inpe informou à Via Ecológica que no momento há focos de calor dentro inclusive de duas terras indígenas no estado (Utiariti e Pareci). Outro estado recordista de queimadas (mas não de produção agrícola) é o Pará, onde a destruição da floresta é mais evidente, de acordo com os dados do Inpe. O Pará ocupou o lugar que Rondônia teve nas décadas passadas, quando o estado foi devastado e produziu uma elite ruralista retrógrada. Os dados do Inpe começaram a vazar na imprensa carioca e o Ibama, através de seu programa de prevenção e combate ao fogo (PrevFogo), já teria as informações, devendo divulgá-las assim que receber o ok do gabinete do Ministério do Meio Ambiente. (Veja também www.inpe.gov.br e www.amazonia.org.br).

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