A Tribuna-Rio Branco-AC
23 de Mai de 2003
O suor do sapo Campu, só encontrado na Amazônia brasileira poderá ser a próxima substância a ser patenteada por laboratórios internacionais, para a cura do câncer. O alerta foi feito ontem na tribuna da Câmara Federal pelo deputado Henrique Afonso.
O suor do Campu já está sendo estudado em laboratórios da Inglaterra, Franca e Estados Unidos.
O parlamentar lembrou que recentemente uma empresa japonesa patenteou o cupuaçu para desenvolver o chocolate da fruta, também da Amazônia, naquele país, e que laboratórios internacionais estão interessados no suor do Campu, nome atribuído ao animal pelos índios Katuquinas, da Região do Juruá, para desenvolver um medicamento que pode levar à cura do câncer.
"O fato é que o conhecimento milenar dos índios está sendo cobiçado, e que já se especula que esse suor do sapo pode oferecer a cura para muitas outras doenças", disse o deputado.
Para o parlamentar a biopirataria na Amazônia precisa efetivamente ser combatida medidas enérgicas do Congresso Nacional.
O suor desse sapo é usado geralmente pelos seringueiros e índios de uma forma mística. Eles fazem uma fogueira num local isolado para que ninguém veja, aquecem o sapo vivo e extraem do anfíbio um sumo mais conhecido como leite do Campu.
Com esse líquido os homens da floresta realizam defumação e injetam o líquido no braço, por meio de uma pequena ferida causada propositalmente pela através de uma pequena queimadura.
Rituais são comuns entre índios
Os índios também colocam o leite do sapo nos olhos. Eles acreditam que isso os tornam "marupiara" uma linguagem própria para explicar a destreza de um excelente caçador. Os indígenas dizem que esse processo retira mal olhado e macumba. A reação colateral é impressionante quando um caçador usa o leite do Campu. Os olhos ficam muito vermelhos por um período de meia hora aproximadamente, também atinge o sistema nervoso deixando a pessoa fraca por um longo período. Depois ganham agilidades impressionantes
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