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São 18 anos de indignação e choro pela morte de Galdino

Rádio Yandê (Rio de Janeiro - RJ) - www.radioyande.com
20 de abr de 2015

Na madrugada do dia 20 de abril de 1997, os sonhos do indígena Pataxó Hã Hã Hãe Galdino Jesus dos Santos, 44 anos, da Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguaçu em Pau Brasil na Bahia, foram interrompidos por causa do que cinco jovens de Brasilia chamaram de "brincadeira".

Galdino dormia no ponto de ônibus de uma praça pública de Brasília, quando acordou em chamas por volta das 05:00. Os jovens Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves Oliveira, Max Rogério Alves, Antonio Novely Cardoso e Gutemberg Nader Almeida Junior, atearam fogo no corpo do Pataxó Hã Hã Hãe enquanto ele dormia. Os criminosos foram para casa depois do crime, mas acabaram por denuncia sendo identificados e presos. Apenas Gutemberg Nader que era menor de idade na época não foi preso mas foi encaminhado para o Centro de Reabilitação Juvenil do Distrito Federal, em que ficou por três meses, apesar de ter sido condenado a um ano de reclusão. O argumento de defesa dos jovens foi: "Não sabíamos que era um índio, pensávamos que era só um mendigo."

O caso chocou o país, Galdino foi socorrido, entrou em coma e faleceu às duas horas da manhã do dia 21 de abril de 1997. Ele deixou uma filha, os pais, familiares, seu povo e todo o Brasil indignados pela falta de justiça. Os responsáveis pelo crime brutal encontram-se em liberdade condicional desde o final de 2004, apesar de terem sido condenados por catorze anos por homicídio qualificado.

Alguns relatos de lideranças indígenas sobre o ocorrido, podem ser encontrados no livro Índios na Visão dos índios - Pataxó Hã Hã Hãe. Veja abaixo um trecho do livro.

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