OESP, Metrópole, p. A14
17 de Fev de 2016
Saneamento não deve ser universalizado até 2033
O secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, admitiu ontem que o Brasil "terá dificuldades" em cumprir a meta de universalização do saneamento básico até 2033. Ele também se esquivou de aprofundar a relação entre a falta de saneamento com a proliferação de Aedes aegypti, responsável por uma epidemia de zika no País.
Mais de 42% da população urbana brasileira não é atendida por redes de esgoto. O objetivo do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) é garantir que 100% do território nacional seja abastecido por água potável até 2023 e 92% do esgoto esteja tratado até 2033.
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que, com o ritmo atual de investimentos, a população só estaria completamente atendida com água encanada em 2043 - esgoto, só em 2054. O atraso seria em função de uma baixa média histórica de investimentos nesse setor, que recebeu R$ 7,6 bilhões por ano entre 2002 e 2012. "Fica realmente difícil atingir a meta neste ritmo", disse o secretário, atribuindo a situação à falta de recursos e aos problemas de gestão nos municípios.
Sobre o impacto da falta de Saneamento em doenças como a dengue, a febre chikungunya e a zika, transmitidas pelo Aedes aegypti, Ferreira disse que "é um problema mais relacionado à higiene das habitações", mas reconheceu que "se tiver coleta de esgoto, a possibilidade de contaminação é menor, pois há uma interface no controle de vetores". A firmou também que é preciso "conscientizar a população".
OESP, 17/02/2016, Metrópole, p. A14
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