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Autor: Jacqueline Lopes
27 de Nov de 2009
Para Anastácio Peralta, líder guarani de Juti, que participa do encontro de 300 professores indígenas em Paranhos, a saída de Margarida Nicoletti, anunciada ontem em Dourados, demonstra uma preocupação de grupos políticos que colocam interesses a frente das questões de interesse público.
Na terra alvo de estudos antropológicos, os índios demonstram estarem divididos.
Peralta e outras lideranças enviaram para a imprensa uma nota de apoio à Margarida Nicoletti. Ela foi alvo de criticas de indígenas de Dourados, que pediram ao governador André Puccinelli (PMDB) e ao ex-governador Zeca do PT a destituição dela do posto pelo fato da Funai não atender os pedidos dos guarani.
A região Sul é o foco da equipe da Funai que faz os estudos antropológicos e vai apontar quais áreas poderão ser demarcadas, sendo isso alvo de tensão e conflito entre ruralistas, que querem indenização, e indígenas.
Margarida Nicoletti estava a frente dos trabalhos e por isso, segundo Peralta, com a saída dela o indígenas temem que haja uma paralisação dos estudos.
Ontem, foi anunciado o nome da bióloga Arlete Pereira, de Dourados, como nova administradora da Funai no lugar de Margarida Nicoletti. Ela é casada com o vereador petista de Dourados, Dirceu Longhi, e seria indicação política do deputado federal Vander Loubet (PT).
"Ela (Arlete) é próxima aos índios, as não é de luta com o a Margarida", finaliza Peralta.
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