OESP, Metrópole, p. C5
11 de Mar de 2006
Sai edital do trecho sul do Rodoanel
Serão 57 km de rodovia; mais de mil imóveis na Grande São Paulo são declarados de utilidade pública
Marisa Folgato
O governo deu dois passos importantes esta semana para começar de vez a obra do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. Na terça-feira, declarou de utilidade pública para fins de desapropriação mais de mil imóveis na capital e em sete municípios da Grande São Paulo (Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo, Itapecerica da Serra e Embu). E anteontem lançou o edital de licitação da obra de 57 quilômetros, estimada em R$ 2,65 bilhões, após um longo processo de licenciamento ambiental.
De acordo com a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o decreto de utilidade pública não significa que todos os imóveis listados em sete páginas do Diário Oficial do Estado serão desapropriados. Ainda vai ser feito um cadastramento mais detalhado. No trecho oeste, já em funcionamento, foram removidas 2.334 famílias.
A licitação prevê a obra em cinco lotes no trecho sul, que vai ligar as Rodovias Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta, chegando até a Avenida Papa João XXIII, em Mauá. O custo de cada lote é de cerca de R$ 500 milhões, embora a extensão seja variada. O mais caro - R$ 576 milhões - é, curiosamente, o menor, de 5,76 km, mas faz a travessia da Represa Billings.
O mais barato, de R$ 505 milhões, tem 12,46 km, ligando a Papa João XXIII até a Via Anchieta. É por esse lote que o governador Geraldo Alckmin prometeu começar as obras.
A abertura das propostas será no dia 12 de abril. A Dersa tenta derrubar, desde janeiro, cinco liminares de empresas que recorreram porque não foram selecionadas na pré-qualificação. Mas, de acordo com a Dersa, isso não impede o andamento da licitação. Pela lei de responsabilidade fiscal, por ser um ano eleitoral, os contratos têm de ser assinados até 30 de abril, a menos que o governo tenha dinheiro em caixa para tocar os trabalhos no ano que vem.
Depois de cinco anos de licenciamento ambiental, a Dersa só teve a aprovação do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para obter a licença prévia e poder lançar a licitação no dia 22 de fevereiro.
OESP, 11/03/2006, Metrópole, p. C5
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.