OESP, Vida, p. A19
25 de Jun de 2008
Sachs e Lagos pedem ao Brasil ação contra CO2
Jamil Chade
Correspondente
Genebra
0 economista Jeffrey Sachs, da Universidade Columbia, pediu ontem que o Brasil lidere as negociações para a criação de um novo acordo para combater o aquecimento global, "deixe de culpar o países ricos" pelos problemas ambientais no mundo e "passe a agir". Em entrevista ao Estado, ele criticou o País ao dizer que o modelo de crescimento não está sendo baseado em um modelo sustentável.
"0 Brasil fornece muitas das matérias-primas que o mundo precisará cada vez mais nos próximos anos, como minerais, soja, carne e outros produtos. Mas, se a Amazônia for seriamente afetada, será a própria economia brasileira que sofrerá no futuro próximo."
Durante as reuniões do Fórum Global Humanitário, liderado pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, ele afirmou que a idéia de que a proteção ambiental pode retardar o crescimento econômico é um "dilema falso". "Pode custar mais em curto prazo. Mas a conservação é a única saída. Tanto o Brasil, como também China e índia, precisam entender que o ambiente não irá frear seu crescimento. É o padrão de crescimento que precisa mudar."
No mesmo evento, o representante especial da ONU para Mudanças Climáticas, Ricardo Lagos, ex-presidente chileno, também cobrou um posicionamento mais proativo do Brasil. Ele apelou para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidere na região um compromisso por um acordo internacional sobre o clima e que estabeleça até mesmo metas de redução de emissões de CO2. "Esse será o acordo mais difícil já negociado pela humanidade", alerta.
"O Brasil é hoje o país mais autorizado para liderar a região e precisa fazer isso", disse. "Ninguém vai discutir a internacionalização da Amazônia se criarmos um acordo sobre esse tema."
OESP, 25/06/2008, Vida, p. A19
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