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Sabesp quer acabar com multa e bônus em maio; especialistas criticam decisão

OESP, Metrópole, p. A14
26 de Mar de 2016

Sabesp quer acabar com multa e bônus em maio; especialistas criticam decisão

Aline Bronzati - Agência Estado

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) solicitou à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) o cancelamento, a partir de maio, do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água. A iniciativa oferece desconto para os que economizam água, via bônus, e ainda cobra tarifas de contingência (multas) para quem eleva o consumo.
De acordo com a Sabesp, o pedido de encerramento das medidas, adotadas em 2014 em meio ao agravamento da crise hídrica em São Paulo, se faz necessário, pois a situação hídrica atual permite uma "maior previsibilidade sobre as condições dos mananciais". A empresa afirma ainda que os principais investimentos para aumentar a segurança hídrica na Região Metropolitana de São Paulo já estão em operação ou com obras em execução.
O governo de São Paulo decretou nesta segunda-feira, dia 7 de março, o fim da crise hídrica que atinge o Estado. O primeiro alerta sobre a crise havia sido feito em 27 de janeiro de 2014. Na foto à esquerda, o local onde é feita a captação do volume morto em outubro de 2014. Na imagem à direita, a mesma região em 8 de março de 2016
Nesta madrugada, a Sabesp anunciou lucro líquido de R$ 460,9 milhões no quarto trimestre de 2015, alta de 1.369% ante o resultado de R$ 31,4 milhões visto em um ano. No ano passado, a empresa entregou lucro de R$ 536,3 milhões, queda de 40,6% em relação a 2014.
Jerson Kelman, diretor presidente da Sabesp, destaca, em relatório que acompanha as demonstrações financeiras da companhia, que o biênio 2014-2015 foi marcado por condições hidrologicamente adversas e pela pior seca registrada na história da região metropolitana de São Paulo. No entanto, a participação da população na economia de água, conforme ele, evitou uma convulsão social e a Sabesp sai dessa crise fortalecida.
"Mesmo que se repitam condições hidrologicamente tão adversas quanto a vivenciada no biênio 2014-2015, a segurança hídrica estará integralmente garantida quando outras três obras estiverem concluídas: Bacia do Rio Ribeira, Bacia do Rio Paraíba do Sul e Bacia do Rio Itapanhaú", ressalta Kelman, no documento.

OESP, 26/03/2016, Metrópole, p. A14

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