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Sabesp deverá tirar menos água do Cantareira em maio

OESP, Metrópole, p. A19
30 de Abr de 2014

Sabesp deverá tirar menos água do Cantareira em maio
Órgãos reguladores de manancial em crise determinarão nesta quarta-feira a vazão permitida

Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) definem nesta quarta-feira, 30, a nova vazão média de água que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá retirar do Sistema Cantareira no mês de maio, quando deve ter início a captação do chamado "volume morto" - reserva profunda - do manancial.
A tendência é que os órgãos reduzam o volume de água para abastecimento da Grande São Paulo. No início de abril, o comitê anticrise que monitora o Cantareira já havia recomendado à Sabesp um planejamento para operar com vazão média inferior aos atuais 27,9 mil litros por segundo. Nesta terça, o nível do manancial chegou a 10,9% da capacidade. Esta é a primeira vez na história que o índice fica abaixo de 11%.
Na última vez que a ANA e o DAEE determinaram a redução da vazão, de 31 mil litros para 27,9 mil litros por segundo, em março, a Sabesp cortou em 15% o volume de água vendido no atacado para as cidades de São Caetano e Guarulhos, que decretou racionamento oficial.
Nos últimos dias, contudo, a Sabesp já vem retirando menos água do Cantareira. Ontem, a vazão foi de 25,1 mil litros por segundo. De acordo com o comitê anticrise, o "volume útil" de todo o sistema deve se esgotar em meados de julho, em plena Copa. Mas nas represas Jaguari/Jacareí, que representam 80% da capacidade do manancial, a situação é mais crítica.
Nesta terça, os reservatórios que ficam na região de Bragança Paulista tinham apenas 3,2% da capacidade. Ali, a retirada do "volume morto" deve começar a partir de 15 de maio. Segundo o boletim diário da sala de situação das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde ficam os reservatórios, não há previsão de chuva na região até domingo.
Multa. Nesta terça, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informou ter enviado carta ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) solicitando que a Sabesp não inicie a cobrança de multa de quem aumentar o consumo sem antes decretar o racionamento oficial de água.
"Pedimos que o governador volte atrás no que anunciou porque, no nosso entender, a legislação será violada se o mecanismo tarifário de contingência for adotado sem o racionamento", disse o gerente do órgão, Carlos Thadeu de Oliveira, que não descarta acionar a Justiça caso a medida seja colocada em prática.
A assessoria do governador informou que nenhuma carta chegou oficialmente. Alckmin pretende oficializar a multa em maio para que as cobranças sejam feitas já em junho. A Sabesp afirma que a medida não desrespeita a legislação. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), que precisa autorizar a prática, ainda analisa a medida.

OESP, 30/04/2014, Metrópole, p. A19

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sabesp-devera-tirar-menos-ag…

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