Folha de Boa Vista-RR
04 de Out de 2001
A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), instituição vinculada ao Ministério das Minas e Energia, apresentou ontem o Projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico de Roraima.
A apresentação do trabalho ocorreu no auditório do Sebrae e teve como principal finalidade fazer um ajustamento do relatório e ainda dar legitimidade ao estudo. "Na verdade, é um levantamento dos subsídios para se definirem as diretrizes para o desenvolvimento sustentável do Estado", explicou o secretário de Planejamento, Sérgio Pillon.
Para a realização do zoneamento, o Governo do Estado firmou um convênio com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o Programa Piloto para a proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e a CPRM em setembro de 1999. "O relatório final do projeto será apresentado em fevereiro de 2002", informou o secretário.
O custo do projeto ficou em torno de R$ 3 milhões, sendo que R$ 535 mil foram repassados pelo Governo do Estado, R$ 430 mil pela Suframa, R$ 430 mil vieram do PPG7 e R$ 1,7 milhão, da CPRM.
O encontro de ontem contou com a participação de representantes da Secretaria de Planejamento (Seplan), Departamento do Meio Ambiente (Dema), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Conselho Indígena de Roraima (CIR), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Durante cerca de dois anos foram realizados estudos regionais sobre vegetação, solo, geologia, águas superficiais e subterrâneas, biodiversidade, antropologia e geoquímica das águas de Roraima.
Segundo Pillon, a empresa contratada fez um levantamento que será uma base de dados para oferecer todas informações sobre o desenvolvimento do setor agrícola. "Bancos e investidores econômicos terão no zoneamento a certificação do produto agrícola. Além disso, de acordo com a aptidão agrícola, será possível identificar qual o melhor investimento a ser feito no Estado", assegurou.
Questão Social
Além do estudo sobre os meios físicos, a CPRM realizou um levantamento do perfil da população, número de pessoas nas residências, renda, infra-estrutura, rede de comércio e indústria do Estado, em que todos os municípios de Roraima foram visitados. Segundo o coordenador da CPRM, Valter José Marques, o estudo demonstrou que existem três enfoques considerados atípicos da região amazônica, nos quais essa diferença só tem a contribuir para o desenvolvimento do Estado caso seja bem aproveitada. "Uma delas diz respeito à questão fronteiriça de Roraima com a Venezuela e a Guiana, que permite uma saída para o Caribe e para o Atlântico, situação que pode ser comparada aos estados do sul", disse.
Outro aspecto citado por Marques é o relacionamento de indígenas com os não-nativos. Segundo ele, é um quadro diferenciado na Amazônia. Finalmente, o clima seco e as serras são aspectos que ele considera como importantes para a produtividade.
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