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Rodovia é interditada em ato por asfalto no acesso a comunidade quilombola em Macapá

G1 https://g1.globo.com
Autor: Victor Vidigal
16 de jul de 2019

Um grupo de moradores da comunidade quilombola Lagoa dos Índios, na Zona Oeste de Macapá, protesta nesta terça-feira (16) contra as péssimas condições do ramal de terra do Goiabal, única ligação da vila com a região metropolitana da capital.

A manifestação, que ocorre na Rodovia Duca Serra desde às 8h, paralisa parcialmente o trânsito do local, que é a principal via de acesso ao ramal, tomado pela lama e buracos. O grupo de moradores informou que não tem hora para deixar a pista, que é monitorada pela Polícia Militar (PM).

Em nota, a Secretaria de Estado de Transporte do Amapá (Setrap) disse que o ramal está no cronograma de manutenção e conservação do órgão. O prazo é que o trabalho aconteça no 2o semestre. Sobre o asfaltamento da via, no entanto, a secretaria não se manifestou.

De acordo com eles, as más condições do ramal afastam o interesse de atuação na comunidade por parte de professores e médicos, segundo relata a assistente social Edna Melo, de 45 anos, que há três anos convive com o problema.

"Professores querem sair da escola porque não conseguem mais andar com os carros no ramal. O posto de saúde não funciona direito, só vai um médico, que é o clínico geral. Os outros médicos não entram na comunidade porque não querem quebrar os carros num ramal intrafegável", relatou.

Edna mora junto com o marido, três filhos e dois netos, além de ser a coordenadora de um projeto social na comunidade que atende cerca de 200 crianças com trabalhos de evangelização. Para ela, o asfalto ajudaria no desenvolvimento do local.

"O ramal é questão de qualidade de vida, não é mera necessidade. Sem o ramal não tem escola de qualidade, não tem saúde de qualidade, não temos como trafegar, não tem crescimento econômico e não tem desenvolvimento", desabafou a moradora.

Segundo o pastor Hildo Ferreira, de 43 anos, que mora há mais de duas décadas na Lagoa dos Índios, diz que em 2017 foi iniciado o processo de terraplanagem, colocação de areia e piche na via, porém, quando se imaginou que o asfaltamento viria o trabalho parou.

"Na época o secretário da Setrap disse que seriam asfaltados três quilômetros até a entrada da comunidade, mas por um motivo que eu não sei, não chegou esse asfalto até lá. Nós nos sentimos desprezados porque para sair tem que ser de carona. Vivemos na cidade como se fosse no interior", declarou Ferreira.

https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2019/07/16/rodovia-e-interditada-…

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