OESP, Metrópole, p, C5
24 de Jun de 2006
Rodoanel evitaria o caos nas ruas
Com trecho sul pronto, caminhão não teria entrado na capital; redução de carretas nas Marginais deve ser de 43%
MARISA FOLGATO
A Marginal do Pinheiros e várias artérias importantes da capital não teriam ficado horas paralisadas, ontem, por causa do acidente com a carreta carregada de gás, se o trecho sul do Rodoanel já estivesse pronto. Ela nem teria passado por ali.
Com os 57 quilômetros do segmento concluídos e ligados ao trecho oeste, já em funcionamento, o motorista teria vindo de Santos pelas Rodovias Anchieta ou Imigrantes, ambas abertas ontem ao tráfego de caminhões, e pegaria, ainda em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, um dos acessos diretos ao Rodoanel, sem precisar sequer entrar na capital.
A carreta seguiria então por uma rodovia com quatro faixas de rolamento, poucos acessos, pavimento sem buracos, até as saídas para Rodovia Anhangüera ou Bandeirantes, rumo a seu destino: Rio Claro, no interior paulista. No caminho, teria cruzado as Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Castelo Branco.
A estimativa da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) é de uma redução de 43% dos 165 mil caminhões que circulam diariamente pelas Marginais; e de 37% dos 25 mil que usam a Avenida dos Bandeirantes, com o trecho sul.
Os estudos ambientais apontam ainda uma expectativa de redução de 67% no risco de acidentes rodoviários, comparando com o que ocorre nas Rodovias Dutra e Anhangüera. Embora não revele o número, a queda seria ainda maior nas Marginais, de acordo com a Dersa.
Segundo o estudo ambiental, no trecho sul a previsão é de que ocorra um acidente com veículo com carga perigosa a cada 50 anos. Nos trechos norte e leste, a expectativa seria ainda melhor: um evento a cada cem anos. A diferença ocorreria por causa do movimento maior de carga no sul, devido à sua ligação com o Porto de Santos.
O trecho sul do Rodoanel, de R$ 2,58 bilhões, está na fase de licença de instalação. Ele tem de atender a vários prazos de pendências ambientais antes de receber sinal verde para começar a obra. A intenção é começar a abrir frentes de trabalho em julho. Os contratos dos cinco lotes com as vencedoras da licitação foram assinados no fim de abril.
OESP, 24/06/2006, Metrópole, p, C5
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