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11 de Fev de 2021
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Líderes indígenas e ambientalistas protestam contra lei sancionada pelo governador Antonio Denarium (PPS) liberando o garimpo no estado de Roraima. E, além do emprego de escavadeiras para extrair o ouro, a ideia é que garipeiros arrisquem a saúde usando mercúrio - substância altamente poluente -, para separar o metal dos dejetos.
A permissão para a utilização do mercúrio foi incluída pelos deputados durante a tramitação do projeto. Eles ampliaram de 50 para 200 hectares o tamanho da área em que cooperativas de garimpeiros podem atuar.
Riscos para rios e indígenas
Por volta de 40 instituições de defesa do meio ambiente já se posicionaram contrárias ao movimento do governador Antonio Denarium de autorização dos garimpos com uso de mercúrio. O presidente do Conselho Indígena de Roraima Edinho Batista, que representa mais de 240 comunidades do estado, diz que a lei é uma tragédia anunciada.
O projeto apresentado pelo governo de Roraima afirma que o aumento do garimpo "trará diversos benefícios para a região" e que o objetivo é tirar garimpeiros "da ilegalidade para que o governo possa melhorar a arrecadação". O Ministério Público classificou a lei como inconstitucional, pois a constituição prevê que compete à União legislar sobre a exploração de minerais no país.
Diferente do que é dito pelo governo do estado, a Terra Indígena Yanomami, no norte de Roraima, é um dos locais mais afetados e ameaçados pelo garimpo. Números dão conta de que cerca de 20 mil garimpeiros atuem de forma ilegal na região. Além dos danos ambientais óbvios, o MP alerta para o aumento da violência em terras indígenas de Roraima. Para se ter ideia, de dezembro de 2019 a novembro 2020, a Polícia Federal fez nove operações para combater a prática ilegal no local.
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