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Risco de queimadas no leste da Amazônia é intensificado com El Niño

Portal Amazônia - http://portalamazonia.com
05 de Ago de 2015

Maranhão, Mato Grosso e Pará são os estados brasileiros com maior risco de queimadas, de acordo com a Nasa e Universidade da Califórnia

A intensidade de incêndios na Floresta Amazônica em 2015 vai variar entre as porções leste e oeste. Com a intensificação do fenômeno El Niño, as águas estão mais quentes na superfície do Pacífico, levando à supressão de chuvas no leste da Amazônia e ao aumento do risco de queimadas. Maranhão, Mato Grosso e Pará são os estados brasileiros com maior risco de queimadas neste ano. A previsão é baseada em dados de satélites e realizada a partir de uma metodologia criada por cientistas da Nasa e da Universidade da Califórnia.

O clima da porção oeste da Amazônia é influenciado pela temperatura das águas do oceano Atlântico tropical, enquanto a parte leste sofre influência do oceano Pacífico. Segundo os pesquisadores, se o El Nino continuar a se intensificar, o risco de queimadas também vai aumentar na parte central da Amazônia. Caso isso ocorra, eles anunciaram que vão desenvolver uma previsão especificamente para a região norte da Amazônia. Para os especialistas, a relação entre o El Nino e o aumento do risco de queimadas em Roraima é tão consistente, que nem seria preciso usar o modelo de previsão para estimar o aumento do risco de queimadas na região.

Ao mesmo tempo, as águas do Atlântico Norte tropical estão mais frias que a média, o que deve levar a maiores volumes de chuva no oeste da floresta, que ocupa partes da Bolívia e do Peru, além do Brasil.

A temporada de incêndios da floresta começa em maio, tem o pico em setembro e termina em janeiro. Pelo modelo, as condições da Amazônia no fim do período chuvoso impactam nas queimadas durante o período seco. Em geral, o aumento das temperaturas das águas dos oceanos no período úmido leva à redução das chuvas e da umidade dos solos no início da estação seca. E condições mais secas na Amazônia levam à queimadas mais severas ao final da estação de estiagem.

Outra informação. levada em conta pelo modelo de previsão, é a quantidade de águas subterrâneas na região. Este ano, o risco de incêndios vem acompanhado de uma seca severa nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, onde informações de satélites mostraram uma contínua redução no volume das chuvas e diminuição da água subterrânea, associada a precipitações abaixo da média.

O modelo de previsão de gravidade de queimadas na região amazônica foi desenvolvidos por um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia com a NASA em 2011. As previsões passaram a ser divulgadas em 2012, e com exceção da previsão de 2013, foram bem precisas. Para desenvolver o modelo, os cientistas compararam informações históricas de queimadas coletadas por satélites com dados da temperatura do Pacífico tropical e do Atlântico Norte, obtidas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

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