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Rio terá Museu do Meio Ambiente

O Globo, Rio, p. 28
20 de Dez de 2006

Rio terá Museu do Meio Ambiente
Obras começam no dia 27 numa casa do século passado dentro do Jardim Botânico

Tulio Brandão

Uma casa do início do século passado dentro do Jardim Botânico será, a partir de junho de 2008, a sede do Museu do Meio Ambiente, o primeiro do gênero na América Latina. Como antecipou ontem a coluna Gente Boa, do GLOBO, as obras serão iniciadas no próximo dia 27, com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Segundo o presidente do Jardim, Liszt Vieira, o imóvel vai ser completamente restaurado antes da instalação do museu:

- A casa, que já abrigou a sede do Jardim e do Museu Botânico, está fechada há uma década. Há alguns anos, a interditamos por falta de segurança. Aí veio a idéia do projeto, que será instalado em três etapas: a reforma física do imóvel, a compra de equipamentos do museu e, por fim, a instalação de exposições. A inauguração será em junho de 2007, no aniversário de 200 anos da instituição.

O museu terá algumas áreas fixas, mas a maior parte dos dois andares da casa será destinada a exposições móveis. Liszt já sabe qual será o primeiro tema explorado:

- Vamos fazer uma grande exposição sobre a biodiversidade do planeta. Em seguida, trataremos de outros temas que estão sendo discutidos na sociedade, como mudanças climáticas e a escassez de energia. A idéia é aproximar o meio ambiente do público.

Visitante terá acesso a microscópios e amostras
Entre as novidades previstas, há um elevador panorâmico para transporte dos acervos e de deficientes fisicos, além de uma cafeteria suspensa entre as casas do museu e da biblioteca. No segundo andar, serão montados dois laboratórios equipados, onde os visitantes poderão aprofundar seus conhecimentos sobre os temas abordados. Lá, eles visualizarão imagens através de microscópios e manipularão amostras da exposição.

Inicialmente, segundo Liszt, a idéia era apenas restaurar o velho Museu Botânico que havia no imóvel. No entanto, a abrangência do novo projeto foi ampliada para todas as questões relativas ao meio ambiente.

Os recursos captados através da Associação de Cultura e Meio Ambiente, uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que trabalha com o Jardim, ajudaram na mudança. Segundo Liszt, BNDES já concedeu R$ 1,8 milhão e a Petrobras está praticamente comprometida com um patrocínio de R$ 2,5 milhões:

- Com os recursos, faremos um museu de ponta. Será um patrimônio importante para o Rio. No caso da Petrobras, só falta assinar. Vamos buscar ainda patrocinadores fixos para a manutenção do prédio das instalações. Além disso, solicitaremos ao Ministério do Meio Ambiente que o museu passe a ser uma unidade orçamentária da pasta.

O Globo, 20/12/2006, Rio, p. 28

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