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Reunião Anual da Aliança Amazônica termina hoje em Manaus

A Crítica-Manaus-AM
09 de mai de 2002

A implantação, pelos governos e empresas transnacionais, de grandes projetos de exploração florestal, mineira e de petróleo, bem como de hidrovias, hidrelétricas e rodovias, entre outros empreendimentos, nos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais, está acontecendo com características comuns em todos os países da Bacia Amazônica: sem informação e consultas prévias e com o inevitável deterioro do meio ambiente e das condições de vida das populações locais.
Essa é a conclusão que pode-se tirar dos diferentes relatórios e depoimentos apresentados por lideranças indígenas e membros de ONGs presentes à Reunião Anual da Aliança Amazônica que termina hoje, no auditório do Hotel Mônaco, Centro. Conter essa prática autoritária, garantir o respeito aos diretos dos povos indígenas e comunidades tradicionais e amenizar os impactos desses projetos de desenvolvimento sobre o meio ambiente. Essas parecem ser as grandes preocupações dos diferentes delegados, provenientes de Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, Peru, Suriname, Venezuela e Brasil, que no primeiro e segundo dia de atividades relataram os graves problemas que enfrentam seus povos e comunidades, as conquistas alcançadas e os desafios que têm pela frente. Face a esses problemas e desafios avançaram na definição de estratégias e atividades as quais poderão ser implementadas em nível nacional e regional.
Com relação às atividades das empresas de mineração e exploração de petróleo e madeira, e as hidrelétricas e os gasodutos, por exemplo, os delegados reafirmaram a necessidade de fortalecer as organizações, garantir a tomada de consciência das populações locais sobre os seus direitos e os impactos desses empreendimentos, promover o levantamento desses impactos, denunciá-los e difundi-los, demandar a consulta prévia, conforme a Convenção 169 da OIT (cuja ratificação deve ser cobrada dos governos), exigir a devida punição da exploração ilegal de recursos naturais, instituir mecanismos de intercâmbio de informações e experiências, e pleitear a proteção especial dos povos indígenas voluntariamente isolados.

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