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Retirada de invasores em terra indígena Kayapó deve levar mais um mês

Radiobrás
Autor: Pedro Biondi
03 de ago de 2006

Ourilândia do Norte (PA) - A operação iniciada ontem (2) para combater a grilagem de terras, a extração ilegal de madeira e o garimpo na Terra Indígena Kayapó, no sudeste do Pará, só deve terminar em trinta dias. A previsão é do delegado da Polícia Federal Delfino de Castro Neto, chefe da operação.

Funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), ajudam nas buscas. Vamos avançar mata adentro para chegar aos demais focos de invasão. Precisaremos de mais um mês pra concluir a operação”, disse o delegado, em entrevista à Agência Brasil.

Seis pessoas já foram encontradas na terra indígena. Detidas, elas acabaram liberadas após depoimento. A Funai estima que o número de invasores chegue a 50. Nós identificamos os nomes de alguns responsáveis, tanto os compradores como os vendedores”, contou o chefe da operação.

A presença dos invasores na Terra Indígena Kayapó foi identificada há cerca de um ano, após denúncia dos índios. A confirmação veio a partir de sobrevôo pela área e com o uso de imagens de satélite. Foram constados 19 focos de desmatamento. A terra indígena possui cerca de 3,3 milhões de hectares – cada hectare corresponde a um campo de futebol.

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