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Reservas na Amazônia

O Globo, Ciência e Vida, p. 31
12 de Jan de 2007

Reservas na Amazônia
Tamanho das áreas é determinante, diz estudo na "Science"

Roberta Jansen

Um grupo internacional de pesquisa liderado por um cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) revelou que as dimensões das reservas florestais são mais importantes do que se imaginava: são determinantes para a preservação de muitas espécies. As descobertas estão na última edição da "Science" e apontam para a necessidade de se criarem áreas de proteção maiores.

0 estudo é resultado da mais longa pesquisa já feita (foram 13 anos) sobre fragmentos florestais. No caso específico foram acompanhadas 55 espécies de pássaros.
- 0 surpreendente é que achávamos que todas (as espécies) seriam afetadas pelo isolamento das áreas. Mas o estudo mostrou que o tamanho da região preservada é mais importante do que imaginávamos - afirmou o cientista português Gonçalo Ferraz, do Inpa. - Se muitas áreas são destruídas e pequenos remanescentes preservados, muitas coisas vão desaparecer porque talvez nem estivessem naquele trecho originalmente.

Nem todas as espécies, explica Ferraz, ocorrem em todas as áreas da floresta, que é muito heterogênea. Por isso, em reservas pequenas, algumas espécies podem simplesmente ficar de fora. O estudo mostra que metade das espécies é afetada pelo isolamento das reservas. Mas três quartos são diretamente impactadas pelo tamanho.

Estudos anteriores conduzidos pelo cientista já apontavam que numa área preservada de cem hectares, por exemplo, a metade das espécies existentes inicialmente desaparecerá em 15 anos.

- A área é claramente insuficiente, é preciso termos reservas do maior tamanho possível.

O Globo, 12/01/2007, Ciência e Vida, p. 31

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