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16 de Jun de 2009
Tentando mensurar o percentual de desmatamento necessário para que a floresta Amazônica entrasse em colapso, cientistas criaram um modelo de testes e descobriram que as atuais reservas legais e Terras Indígenas (TI) já demarcadas, que correspondem a 37% da região, garantiriam a manutenção da floresta. O estudo foi publicado pela revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Os cientistas tentavam buscar qual seria o ponto sem retorno da floresta, onde a Amazônia viraria uma savana, parecida com o cerrado, mas com menor biodiversidade. Os testes realizados demonstraram que mesmo que fossem desmatados 63% da vegetação os 2,3 milhões de quadrados existentes em formas de reservas impediram o processo de savanização, apesar dos danos à biodiversidade e populações tradicionais
Pesquisadores responsáveis pelo estudo afirmaram em entrevista para a Agência Estado, que ainda que houvesse essa devastação, haveria uma variação relativamente pequena no regime de chuva. Eles ressaltaram também que o governo precisa tomar medidas com rigor para garantir a efetividade dessas reservas e terras indígenas, que garantem a mínima proteção à floresta.
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