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Reservas extrativistas no Pará protegem mata e reduzem conflitos entre colonos e madeireiros

Viaecológica-Brasília-DF
23 de nov de 2004

A criação de duas reservas extrativistas no Pará acabou com conflitos de terra, além de garantir a proteção do meio ambiente e a sobrevivência das famílias da região. Nas reservas extrativistas Riozinho do Anfrísio, em Altamira, e Verde Para Sempre, na cidade de Porto de Moz, as famílias vivem da pesca, extração da borracha, castanha e óleos de Copaíba e Andiroba. Eles não vendem a produção, mas trocam por alimentos como açúcar, óleo e arroz com os comerciantes que circulam a região de barco. O extrativista Raimundo Delmiro conta que, depois da criação da Reserva Riozinho do Anfrísio, os posseiros e grileiros que invadiam a região estão saindo. "O mais importante que está acontecendo aqui é que os grileiros e posseiros que perturbavam a nossa vida agora estão deixando a área e está mais tranqüilo viver aqui", afirmou. O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destaca que a criação das reservas garantiu a preservação de dois milhões de hectares da região Amazônica. "A decisão representa uma proteção à biodiversidade, à diversidade cultural e garante o futuro dessas populações tradicionais que vivem do extrativismo na região. É importante destacar ainda que essas reservas foram criadas numa área de conflito fundiário extremamente grave. As populações locais vinham sendo vítimas de pistoleiros e grileiros que tentavam retirá-las da área para obterem a possibilidade de ocupar a região ilegalmente", explica o secretário. As reservas extrativistas são unidades de conservação utilizadas por populações tradicionais que vivem do extrativismo, agricultura de subsistência e criação de animais de pequeno porte. As reservas asseguram o uso racional dos recursos naturais. (Veja também www.radiobras.gov.br, www.reduc.org.br, www.ibama.gov.br, www.mma.gov.br
(-Viaecológica-Brasília-DF-23/11/04)

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